Arquivo para ‘Gestão e Negócios’

21 Set 2011

Como criar empregos: criando valor, não somente trabalho

Fonte: Jornal do Empreendedor

Com o desemprego acima de 9 por cento, os americanos estão procurando por respostas que vão levar para empregos de qualidade. As falhas evidentes dos programas de emprego na história mostram que combater o sintoma ao invés da doença não leva a um crescimento real.

Ao invés de falarmos sobre programas de emprego, o que precisamos discutir é como prover o ambiente correto para o crescimento: liberdade econômica.
Assista esse vídeo para entender mais.

14 Set 2011

47 Mandamentos para pequenas Agências Digitais

8 Set 2011

Pessoas mais felizes trabalham mais?

Este trecho diz o que eu penso. Em outras palavras isto se chama Responsabilidade Social Corporativa.

Os adultos que trabalham dedicam mais horas aos seus empregos do que a qualquer outra atividade. O trabalho deveria enobrecer, e não aniquilar, o espírito humano. Promover o bem-estar dos trabalhadores não só é ético como faz sentido economicamente. Fomentar vidas interiores positivas às vezes requer que os líderes articulem melhor o significado do trabalho para todos os membros da organização que estejam envolvidos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/971646-pessoas-mais-felizes-trabalham-mais.shtml

26 Ago 2011

Consumo colaborativo

fonte: HSM

Por que comprar algo se você pode alugar, pegar emprestado ou trocar com outra pessoa? O consumo colaborativo, já muito utilizado nos Estados Unidos, começa a criar raízes no Brasil.

Mas esta tendência americana ainda não pegou de vez aqui. Será que estamos atrasados para este tipo de inovação ou ainda falta essa cultura do reuso?

A maioria dos cases relacionados a consumo colaborativo é de fora do País. Para a consultora em Inovação e professora da ESPM/FIA, Martha Terenzzo, a crise financeira americana foi crucial para acelerar esta tendência de compartilhar, trocar, alugar ou vender produtos usados.

É necessário amadurecermos esta tendência em busca dos possíveis ganhos. Um dos modelos de negócios neste sentido no Brasil, de acordo com Martha, é o INIO – I need, I offer.

É o primeiro site de trocas e consumo colaborativo para Facebook no país. A proposta contempla o consumo consciente de serviços.

O cliente que precisa de uma prestação de serviços, mas não dispõe de recursos financeiros, pode apresentar a sua necessidade e o que tem a oferecer em troca.

A ideia do INIO é abrir mão daquilo que não é mais necessário para as pessoas, mesmo que temporariamente, em troca de bens ou serviços fundamentais em certo momento.

Na América Latina, segundo lembra Martha, a primeira empresa de carsharing é a Zazcar. As pessoas, inclusive no Brasil, podem fazer um cadastro e escolher um dos planos mensais. Recebem um cartão de acesso e fazem a reserva do carro por telefone ou internet. Depois, é só se dirigir a um dos pontos de estacionamento 24 horas (chamados PODs), destravar o veículo com o cartão e utilizá-lo. No retorno, estacionar no POD mais próximo deixando a chave no porta-luvas.

Outro site criado para o consumo colaborativo no Brasil é o DescolaAí.com. A proposta online facilita o aluguel e troca de produtos e serviços, entre amigos, familiares e comunidades.

Qualquer pessoa pode colocar à disposição, sem custo algum, seus produtos que serão alugados ou trocados por quem precisa deles. O marketing do portal garante que é uma forma de ganhar dinheiro e ainda ajudar o planeta evitando que outros produtos sejam criados com extração de novos recursos naturais.

Por outro lado, para alguns profissionais, o Brasil não está atrasado, mas, na verdade, não tem a cultura deste modelo de negócio. Para João Ciaco, diretor de Marketing da Fiat, o brasileiro ainda não tem o costume de consumir junto, principalmente em se tratando de dividir ou alugar um carro – bem tão almejado pelo consumidor.

No entanto, Ciaco acredita na importância de começar a desenhar este novo conceito de inovação, já praticado fora do país. Prova disso são as dezenas de sites mencionados pelo professor e especialista Gil Giardelli no blog do portal HSM.

Para quem deseja conhecer mais sobre o tema, uma boa dica é o livro ‘O que é Meu é Seu’ (What´s Mine is Yours: The rise of Collaborative Consumption’. A inovadora social e co-autora desta obra, Rachel Botsman, garante que esta tendência vai crescer ainda mais quando as crianças que nasceram na era das redes sociais se tornarem consumidoras.

E qual a sua visão sobre o consumo colaborativo? A tendência veio para ficar?

4 Out 2010

Qual mensagem a empresa deseja transmitir?

Veja o vídeo.

Vocês acreditam realmente que algum passageiro prestará atenção nas instruções de segurança para o vôo?

Pode até ser divertido (eu também ri), mas vejo ainda que a escolha do momento não foi muito apropriada. ;)

6 Set 2010

Quanto custa uma contratação inadequada de um funcionário?

Por Edmilson Koji Tanaka

Tradicionalmente o segundo semestre representa aumento de demanda na grande maioria dos segmentos de negócios, daí iniciam-se as contratações, porém, contratações sem os devidos critérios transformam os sonhos do aumento da demanda em um grande aumento dos custos, muitas vezes não avaliados.

Então, quais são estes custos?

Que tal avaliá-los?

Para isso, enunciarei “alguns” custos envolvidos:

I – Procedimentos ANTES da contratação
redimensionamento e restruturação das células de produção
levantamento da necessidade de mão-de-obra
definição do perfil profissional a ser contratado
definição de cargos e salários
recrutamento de pessoas (envolvem chamadas através de anúncios, seleção de curriculuns, …)
seleção de pessoas (entrevistas coletivas e individuais, dinãmicas de grupo, avaliações de perfis, …)

II – Procedimentos DURANTE a contratação
exames médicos admissionais
fornecimento de uniformes e EPI´s

III – Procedimentos APÓS a contratação
fornecimento de vales-transporte, ticket alimentação, cesta básica, plano de saúde, …
encargos sociais sobre os salários (estes representam em média 34% para empresas enquadradas no regime SIMPLES e 75% para empresas fora do regime Simples)

IV – Procedimentos de uma demissão
de acordo com a situação contratual incidirão verbas indenizatórias legais e da categoria
caso o rompimento ocorra ainda durante a vigência do contrato de experiência, incidirão ainda multa sobre o saldo de dias até o término contratual
exames médicos demissionais

Além disso, aumento do quadro funcional pode implicar ainda em:
a) constituição de CIPA (quando a atividade demandar)
b) contratação de técnicos de segurança no trabalho
c) maiores espaços para refeitório, vestiário, banheiros, …

Você já avaliou todas estas demandas?

Está verdadeiramente ciente de todos estes compromissos?

A maior certeza que podemos ter é que, todos os itens enunciados geram custos. Também temos a convicção de que em seu caso, alguns detalhes específicos também farão parte de seus procedimentos, e, estes, certamente também gerarão custos.

Raramente avaliamos TODOS estes detalhes. No entusiasmo do crescimento o foco certamente estará direcionado para mais contratações, sem a devida avaliação de seus custos e sua viabilidade.

Bem, tomara que o aumento de sua produção propicie margem financeira suficiente para cobrir todos estes custos envolvidos!

Edmilson Koji Tanaka
Consultor
SEBRAE/PR

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5 Set 2010

Quem fabrica o produto que você compra?

A realidade de dois garotos: o que estuda, brinca, e o outro que trabalha.

Condene o trabalho infantil, seja no Brasil, seja na China ou em qualquer outro lugar!

Viviany

9 Ago 2010

Opiniões e processos seletivos

por Você S/A

As 13 maiores mancadas dos candidatos, na opinião dos recrutadores:

1 Omitir fatores que são requisitos importantes para a posição, como a impossibilidade de mudar de cidade ou de viajar com frequência.
2 Discursar autoelogios, usando adjetivos batidos como “dinâmico”, “criativo”, “inovador”, e tudo na primeira pessoa: “eu fiz”, “eu consegui”.
3 Perder a linha de raciocínio contando “causos”, ou se justificar em excesso, fazendo papel de vítima.
4 Questionar detalhes pouco importantes em uma primeira entrevista, como qual modelo de celular a empresa oferece.
5 Faltar ao encontro e não avisar com antecedência, ou cancelar e remarcar várias vezes.
6 Não ser transparente ao explicar o motivo do desligamento das empresas em que trabalhou.
7 Não dar bola a uma sondagem por estar bem empregado ou por considerar- se muito competente.
8 Dar sequência a um processo seletivo apenas para testar a empregabilidade, ou para saber se o salário está na média e desistir depois.
9 Fazer leilão do tipo “quem paga mais” entre as ofertas da nova empresa e as contrapropostas da empresa atual.
10 Manter o celular ligado durante a conversa. Pior ainda quando resolve atender.
11 Exceder na ansiedade e ficar perguntando todos os dias sobre o andamento do processo.
12 Insistir para que o entrevistador revele o pacote de remuneração, ou a empresa contratante, antes da hora.
13 Falar de forma negativa ou revelar informações confidenciais sobre as empresas em que atuou e sobre os profissionais com quem trabalhou.

e

As 13 maiores mancadas dos recrutadores, na opinião dos candidatos:

1 Não dar feedback: se o currículo chegou, se a vaga foi fechada, se o candidato já foi excluído…
2 Não estudar com antecedência o currículo do candidato e fazer uma leitura dinâmica instantes antes ou mesmo durante a entrevista.
3 Marcar encontros em lugares inadequados e barulhentos, como shoppings e cafés
4 Fazer perguntas que invadem a privacidade do entrevistado, como o desejo de ter filhos, ou se é casado de papel passado.
5 Rotular o profissional tomando por base o perfil de alguma empresa em que trabalhou.
6 Confidenciar “estou trabalhando esta vaga por fora da empresa que represento”
7 Chamar para entrevista usando uma determinada vaga como isca, mas entrevistar para outra, cuja função e salário não são condizentes.
8 Chamar para entrevista apresentando uma oportunidade e, no meio da conversa, revelar: “Queria apenas conhecê-lo”.
9 Entrevistar dois candidatos simultaneamente para “ganhar tempo” ou fazer a entrevista às pressas porque o candidato seguinte já chegou.
10 Durante a entrevista, permitir ser interrompido por terceiros, atender ao celular, sair da sala, ler e-mails…
11 Dizer que vai passar o candidato para a próxima fase e sumir sem dar nenhuma satisfação.
12 Medir visualmente o candidato de cima a baixo, antes mesmo da conversa ser iniciada.
13 Fazer perguntas ou insinuar brincadeiras preconceituosas relacionadas à religião, cor da pele, preferência sexual e aparência física.

Isto é o que se diz.

21 Jul 2010

PGQP reúne 7 mil pessoas em premiação de empresas

Esta semana participei do 11º Congresso Internacional da Gestão, que aconteceu em Porto Alegre/RS. Realmente o Estado tem uma grande tradição nos seus programas de qualidade e gestão. Serve de exemplo para Santa Catarina estimular suas ações por aqui.

Segue a matéria publicada no Jornal do Comércio de Porto Alegre.

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“O Rio Grande do Sul respira qualidade”. A observação do presidente do Conselho Superior do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), Jorge Gerdau Johannpater, durante a noite que já se tornou conhecida como o Oscar da Qualidade, ajuda a ilustrar o ambiente que foi sendo criado no Estado – e que ele próprio sempre liderou – em torno de busca pela excelência da gestão.

A 15ª edição do Prêmio Qualidade RS, promovido pelo PGQP, reuniu cerca de 7 mil pessoas ontem na Fiergs e destacou o trabalho que 91 empresas fizeram ao longo do ano na área de gestão. Os grandes vencedores da noite, que contou com as tradicionais torcidas vindas de diversas partes do Estado, foram a AES Sul, a Randon Implementos e Participações e a Terex Cifali Equipamentos, vencedoras do Troféu Ouro.

O presidente do Conselho Diretor do PGQP, Ricardo Felizzola, elogiou o trabalho sério e contínuo que as empresas vencedoras realizaram até chegarem ao momento da celebração dos resultados alcançados. “Esse trabalho gera um aprendizado que torna as empresas mais competitivas e aptas a gerar riqueza ao seu Estado e País”, diz. O diretor institucional da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), Roberto Zardo, disse que o Rio Grande do Sul lidera movimento em prol da qualidade no País. “As empresas gaúchas são um exemplo a ser seguido”, sugere.

Entre as empresas vencedoras da 15ª edição do Prêmio Qualidade RS, 67 são da área de serviços, sete da administração pública, nove da indústria, sete do comércio e uma da agropecuária. O diretor-executivo da Randon Implementos e Participações, Norberto Fabris, comemorou o Troféu Ouro e destacou o fato do grupo ter sido um dos primeiros a aderir ao PGQP. “Temos uma orientação corporativa de trabalhar em busca da excelência da gestão. É um trabalho que vem trazendo grandes resultados no dia a dia da nossa operação”, diz. Das dez empresas que fazem parte do Grupo Randon, seis participam do PGQP.

O gerente-geral da Terex, Reus Bastista Cunha da Rosa, destacou os reflexos que o trabalho realizado na busca por uma melhor gestão trouxeram para a empresa. “Os níveis de satisfação dos funcionários cresceram muito nos últimos anos, bem como a nossa participação no mercado e a rentabilidade da companhia”, revela.
A empresa é produtora de equipamentos para a construção, pavimentação e recuperação de estradas e, no segundo semestre de 2011, vai inaugurar uma unidade no Distrito Industrial de Guaíba, onde seria construída a fábrica da Ford.

O diretor-geral da AES Sul, Antonio Carlos de Oliveira, disse que a empresa vem amadurecendo e aprimorando a cada ano o seu sistema de gestão. “São ações que nos conduzem a resultados cada vez mais importantes”, conclui.

O diretor-presidentre do Jornal do Comércio, Mércio Tumelero, foi homenageado pelo 15ª Prêmio Qualidade RS como Liderança da Comunicação. “Esse é um reconhecimento para toda a equipe do JC por todas as iniciativas e melhorias que estamos promovendo”, destacou.

Foram 166 inscritos nessa edição do Prêmio Qualidade RS, que premiou empresas de pequeno, médio e grande porte de diversos segmentos da economia gaúcha. Para concorrer à premiação criada em 1996, as empresas devem fazer a adesão ao PGQP. O processo de candidatura, avaliação e julgamento dura cerca de um ano.

Excelência exige reconhecimento individual

Congresso Internacional do PGQP terminou ontem no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre

Adriana Lampert

A busca pelo entendimento das necessidades individuais e o uso da possibilidade de uma empresa em beneficiar seus colaboradores são os dois principais conselhos para enfrentar o desafio da excelência empresarial no século XXI, segundo o lama Padma Samten, dirigente do Centro de Estudos Budistas de Caminho do Meio (Cebb), de Viamão. Ele participou ontem do 11º Congresso Internacional da Gestão promovido pelo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP). Ao público, o palestrante budista lembrou que “lucidez não tem contraindicações”. “Ver mais é melhor do que ver menos. Vivemos em um mundo onde o obstáculo está no fato de as organizações verem menos”, criticou.

Samten chamou atenção para a necessidade de um outro modelo de competência, onde gestores devem buscar entender os processos internos, tanto a nível pessoal, como organizacional. Acostumado a falar sobre como os ensinamentos de Buda podem ser aplicados em atividades econômicas e no mercado de trabalho em diversos eventos voltados aos setores organizacionais, o lama destacou a utilidade da cultura oriental em uma empresa.

Entre as “qualidades fundamentais” que devem ser alcançadas por gestores, Samten citou que além da habilidade de entender os outros seres e seus respectivos mundos, ajudar o outro a vencer, saber o alcance e consequência das ações de uma empresa, entender a impermanência de situações diversas nas organizações, saber absorver os obstáculos e transformá-los em vantagem são exemplos de sabedoria que pode ser usada a nível empresarial.

A necessidade de “enxergar o próximo” também mereceu destaque na palestra de Roberto Saco, líder da American Society for Quality. “Os professores devem incentivar a criatividade, a descoberta e a paixão individual de seus alunos”, disse, lembrando que é preciso oportunizar um real aprendizado dentro do sistema educacional do século XXI as 1,8 bilhão de crianças no mundo. “Elas têm direito de ser tornar verdadeiros cidadãos do amanhã”, destacou. O norte-americano citou que a eficácia do magistério é o principal impulsionador para uma escola de qualidade. “Isso é responsabilidade dos professores, que devem conhecer o desempenho de seus alunos.”

Viviany

28 Jun 2010

Como suportar a pressão organizacional?

por RH.com – Patrícia Bispo
Entrevista com Henrique Pistilli

Uma fonte infindável de emoções. Essa é uma das verdades que envolvem os seres humanos, que pode ser até questionada por alguns, mas nunca descartada completamente por quem volta suas atenções para o comportamento do homem. O turbilhão de sentimentos sempre estive presente e continuará a fazer parte da vida de todos, seja no campo pessoal ou profissional. Contudo, como cada indivíduo reage de uma forma diante de determinadas situações, de realidades que muitas vezes vão de encontro a paradigmas e a crenças é fundamental. Por essa razão, é necessário conviver com a diversidade em várias esferas, inclusive àquela presente no ambiente corporativo.
Para falar sobre o reflexo das emoções no dia-a-dia das empresas, o RH.com.br entrevistou o consultor do Instituto EcoSocial, Henrique Pistilli. Responsável pela condução de workshops em diversas cidades do Brasil e em países como México, Estados Unidos, Dinamarca, Alemanha e Eslováquia, ao ser questionado sobre as principais emoções que se manifestam entre os profissionais, ele responde: “Existem duas emoções básicas do ser humano, que aparecem quando reagimos ao mundo a partir do nosso lado mais primitivo. É na verdade uma polaridade do sentir, que pode ser denominada de simpatia ou antipatia”. Durante a entrevista, Pistilli fala ainda sobre a importância da atuação dos gestores e dos profissionais de Recursos Humanos na administração das emoções, para que os colaboradores consigam assimilar novas competências que facilite o convívio com a diversidade – cada vez mais presente no mundo globalizado. Boa leitura e confira a entrevista na íntegra!

RH.COM.BR – Cada vez mais a competitividade ganha força no mercado e os profissionais deparam-se com um volume, por vezes, assustador de exigências. Esse fato tem refletido no emocional dos trabalhadores?
Henrique Pistilli – O tempo está cada vez mais acelerado. A competição alimenta a aceleração e vice-versa. Este fato parece óbvio e redundante, mas possui um significado profundo. Estamos cada vez mais conectados: “celulares-notebooks” e diversas tecnologias fazem as informações e comunicação serem quase “ao vivo”. O que era decidido e realizado em duas semanas agora leva cinco minutos. O pedido é para fazer mais, em menos tempo, com a mesma qualidade, uma equação cada vez mais exigente. O objetivo tecnológico vem com o argumento de facilitar o trabalho, mas quando se conecta as individualidades de um organismo vivo com o tamanho da humanidade, o resultado é um absurdo crescimento desordenado e desigual. Olhando por de trás, podemos perceber o grande paradigma que rege esse movimento: “para desenvolver é preciso crescer”.

RH – E o que essa conexão entre aceleração do tempo versus tecnologia proporciona ao ser humano?
Henrique Pistilli – Estamos cada vez mais conectados com o mundo e menos conectados com nós mesmos, menos conectados com nossas prioridades e senso de direção individual. Assim, aceitamos tudo, nos submetemos a muitas coisas. Buscamos ser um super-executivo, 99% profissional e 1% pessoal, absorvendo assim o mesmo padrão no nível individual: acúmulo de recursos é segurança e desenvolvimento. Falta tempo para pensar em si mesmo, para criar a intenção da própria existência individual. Tempo para sonhar alto com o “ser” integrado com o “ter”. O resultado é visível: estresse, ansiedade, pânico, apatia, desesperança no futuro, endividamento, frustração, exaustão. Trabalha-se, trabalha-se, trabalha-se e uma pergunta só cresce: “Qual o significado do trabalho na minha vida?”. Enquanto essa pergunta não estiver clara para as lideranças das organizações, os padrões continuarão e os sentimentos torturantes também. Existem países que conseguem equilibrar qualidade de vida, resultados financeiros sustentáveis em empresas estáveis, que não precisam crescer para se desenvolver, possuem um tamanho coerente e saudável. Outro desafio é desenvolver organizações rentáveis com essas qualidades aqui no Brasil. Existem exemplos dessa tendência de mudança, basta prestar atenção à nossa volta.

RH – Quais são as principais emoções positivas e negativas que hoje afloram no meio organizacional?
Henrique Pistilli – Existem duas emoções básicas do ser humano, que aparecem quando reagimos ao mundo a partir do nosso lado mais primitivo. É na verdade uma polaridade do sentir, que pode ser denominada de simpatia ou antipatia. Esse sentimento é re-ativo, ou seja, ativado pelo inconsciente. Quando algo em uma pessoa ou situação não está de acordo com nossos valores, crenças e pré-conceitos, nós sentimos uma antipatia imediata sobre aquela pessoa. Ao contrário, se o que vemos bate com nossa visão de mundo, nós sentimos a simpatia pela pessoa. Por isso, temos que tomar cuidado com “a primeira impressão é a que fica”. Talvez fosse melhor falar “a primeira impressão é aquela que mais revela sobre meus paradigmas interiores”. Por exemplo, imagine que temos a crença de que um bom profissional é aquele limpinho, banho tomado, engravatado, organizado.

RH – Como esses casos de simpatia e antipatia influenciam as relações no ambiente corporativo?
Henrique Pistilli – Quando entramos em uma sala, por exemplo, e avistamos um desconhecido que se enquadra nesses padrões, sentiremos simpatia e estaremos abertos ao que ele for falar. Porém, se o desconhecido está vestido de hippie, com um cabelão e tatuagem, naturalmente teremos resistência e uma imediata antipatia será sentida. A maioria dos conflitos surge a partir desse primeiro julgamento precipitado e, baseada em uma visão parcial e fantasiosa, pode acabar tornando-se o padrão caótico do clima de uma organização. Se uma organização não busca selecionar e formar pessoas alinhadas com a sua identidade – visão, missão, valores, políticas, o caminho natural será um caos nas relações.

RH – E que ações podem ser aplicadas para que esse “desencontro” entre as pessoas não ocorra de forma que prejudique o clima organizacional?
Henrique Pistilli – Caso haja um genuíno interesse dos donos, dos acionistas e dos gestores em estabelecer valores coerentes com a biografia da organização, assim, com uma boa sensibilização e programas de autodesenvolvimento, as pessoas começarão a acordar para suas vidas e buscarão alinhar sua identidade individual com a identidade organizacional. Esse processo ajuda a colocar valores comuns em prática, transformando e unificando as emoções da organização, com mais harmonia. Esse é o caminho da empatia, onde eu consigo ver através dos olhos do outro. É preciso conhecer a si mesmo para poder entender o outro em profundidade. Assim não há polaridade, mas sim respeito à diversidade. Não preciso concordar com o outro, mas posso entendê-lo com empatia e respeitá-lo em sua diversidade.

RH – O medo de ter a empregabilidade ameaçada está realmente presente no cotidiano dos profissionais?
Henrique Pistilli – O desafio está em sair de uma segurança externa, baseada em vínculos empregatícios, para uma segurança interior, baseada no autoconhecimento dos talentos, competências e paixões individuais. Segundo Aristóteles: “Onde cruzam meus talentos e paixões com as necessidades do mundo, lá está o meu caminho”. A pessoa que busca conhecer e fortalecer seus talentos e paixões gera capacidades para entregar resultados ao mundo, suprindo necessidades de outros. Assim esse ciclo virtuoso, quando está bem alinhado, começa a girar. Quanto mais trabalho focado nos meus talentos e paixões, mais a personalidade profissional de desenvolve, melhor se supre necessidades do mundo, mais o trabalho é reconhecido e indicado, gerando retorno em felicidade, satisfação, auto-realização, sentimento de doação e dinheiro. A postura muda. Ao invés de ser um mero empregado, escondendo-se em um sistema hierárquico com medo do fantasma do desemprego e suas estatísticas, se passa a ser uma “empresa EU”, com sonhos, valores e propósitos, parceira da organização em que se trabalha, sem exploração de nenhum dos lados, uma relação de troca sadia e durável.

RH – Quem deve ser o condutor desse trabalho das “emoções organizacionais” é o gestor?
Henrique Pistilli – Qualquer tido de trabalho focado na transformação de uma organização precisa envolver os principais decisores, donos, líderes, gestores que comandam as fundamentais linhas de conduta da organização. Se eles não se transformam com o processo, a organização não se transformará. Assim, o primeiro trabalho do gestor é com ele próprio, conhecendo mais de perto suas emoções e aprendendo a lidar com a antipatia, simpatia ou empatia de outras pessoas, principalmente aquelas que compõem a cultura da sua organização. Mais do que fazer cursos e aprender técnicas, o gestor precisa desenvolver o que chamamos de habilidades sociais. São habilidades simples de entender, mas difíceis de observar e praticar, como: ouvir o outro silenciando o próprio diálogo interno, não se apaixonar pelo assunto, não seqüestrar o assunto, não se impor ou tendenciar gerando incômodos, não julgar o outro, fazer mais perguntas do que dar respostas, traduzir o sentimento e sintetizar as idéias do grupo com fidelidade, entre outros. O grupo sempre refletirá os hábitos e os comportamentos dos gestores, que são as referências. Por isso, quando trabalhamos as lideranças, aos poucos, pelo exemplo, a própria organização vai transformando-se.

RH – Que tipo de treinamento a empresa deve oferecer aos gestores, para que esses estejam aptos a trabalhar o lado emocional das suas equipes?
Henrique Pistilli – Na pergunta está a chave da resposta. A primeira coisa que precisamos fazer é mudar nossa visão de mundo. Ampliar a visão de habilidade técnica, de treinamento, que está relacionada com o treinar, repetir, exercitar, para aprender determinada lógica, metodologia ou conhecimento aplicado. Quando menciono ampliar, não é deixar essa visão de lado, mas perceber que o ser humano é mais que um funcionário, que tem uma profissão e que cuida de sua função com excelência em resultados. Ampliar de uma visão de treinamento para programas de desenvolvimento, onde o treino é perceber suas próprias reações, atitudes e comportamentos para desenvolver o lado emocional de forma a colocar a disposição habilidades sociais para se lidar com grupos. Um programa de desenvolvimento revela consciência sobre si, sobre o outro e sobre o mundo. Para isso, é preciso trabalhar com propostas de atividades que ampliem a percepção, como conteúdos simples, profundos e arquetípicos, pintura, argila, música, atividades vivenciais em grupo, discussões em grupo, reflexões individuais. Porém, essas atividades precisam ampliar a percepção sobre fatos concretos do dia-a-dia, aliado aos processos da organização, clareando o que está por trás de conflitos, decisões mal tomadas, clima adverso, desconfiança. Trabalhar o desenvolvimento de habilidades sociais integradas com o dia-a-dia forma agentes de mudança poderosos para gerar organizações com relacionamentos e cultura saudáveis.

RH – Que colaborações a área de RH pode dar aos trabalhos voltados às emoções dos profissionais?
Henrique Pistilli – Conforme falamos sobre o gestor, quanto mais os profissionais de RH desenvolverem as habilidades sociais de facilitação de processos decisórios e desenvolvimento de pessoas, mais contribuirão para que as diversas equipes da organização passem a aprender a partir de suas próprias experiências, amadurecendo, desenvolvendo lideranças que servem a um propósito maior, tornando-se assim mais felizes e autogeridas.

RH – Já que falamos sobre o profissional de RH e esse, como qualquer outra pessoa, é uma fonte rica de emoções. Quem deve “cuidar” das emoções do RH?
Henrique Pistilli – O próprio RH pode e deve ter um ritmo de autodesenvolvimento. Facilitadores externos podem estimular novas formas de pensar, trazer vivências desconhecidas, questionar o que parece óbvio. Quanto mais o RH estiver apto a apoiar suas equipes a se desenvolverem, mas se parecerão com “consultorias facilitadoras internas” que não impõem o que é certo e errado, nem diz o que precisa ser feito, mas que cria o ambiente e os processos de grupo necessários para tomadas de decisões participativas e saudáveis, criando o ambiente para o verdadeiro desenvolvimento das pessoas.

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