Arquivo para ‘Carreira’

10 Mar 2011

#Carreira: Algumas dicas do que as empresas procuram

por Carlos Faccina – Época Negócios.

Pensar no desenvolvimento da carreira é pensar em aumentar suas chances. Você aumentou hoje as suas chances na carreira? A proporção de responsabilidade pela sua carreira é 30% da empresa e 70% sua. E essa relação tende a aumentar. Nesse caso, como eu aumento as minhas chances de carreira?

Seguem algumas “dicas”, que são bons ingredientes, mas não uma receita de bolo nem leis universais do sucesso profissional.

Hoje as empresas, independentemente do tamanho e importância, estão em busca de pessoas com:

- comportamento assertivo, objetiva e com visão de mundo. As técnicas são muito bem-vindas, mas não são diferenciais;
- que tiram soluções da complexidade e não mais problemas;
- que não se acomodam na zona de conforto;
com inquietude para buscar o novo;
- que buscam o autoconhecimento;
- que expressam o que sabe e não têm vergonha de dizer “não sei”;
- que não complicam as coisas, mas também não julgam que tudo é simples;
- não façam tempestade em copo d´água;
- que tenham intuição que redunde em insights passíveis de execução;
- que tenham “atitude mental” separando o fantasioso do passível de realização;
- que tenham sensibilidade para compreender o entorno.

Nossa intenção neste Blog sempre foi apresentar quadros referenciais. A decisão é sempre sua.

Como você se vê frente a essas dicas? Está bem na maioria dos itens? Comporta-se assim e não progride na carreira?

Feito esse exercício que não toma mais do que 10 minutos, estou certo que, no mínimo, você aumentou suas chances de construir seu fututo.

Acompanhe-me no twitter @cfaccina.

20 Set 2010

Escolhas

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Steve Jobs

14 Ago 2010

Gênios fracassados: por que pessoas talentosas não conseguem ter sucesso?

Como já dizia Peter Drucker, “inteligência, imaginação e conhecimento são recursos essenciais, mas somente a eficiência os converte em resultado”.

Por Administradores.com.br

Auvers-sur-Oise, França, 27 de julho de 1890. Financeiramente desequilibrado, Vincent, irmão de Theodorus e paciente do doutor Gachet – conhecido psiquiatra da região, atira contra o próprio peito, em um campo de trigo, perto da casa onde mora. O disparo não é certeiro e ele acaba retornando ao próprio quarto, cambaleante, mas sem deixar ninguém na rua perceber o ocorrido. Vincent permanece recluso até o dia 29, quando é encontrado por alguns amigos. Mas já é tarde.

O motivo exato do suicídio nunca ficou claro para as pessoas do pequeno povoado situado nas redondezas de Paris. Mas cogitou-se, na época, que o descontrole emocional de Vincent, intensificado pelo inconformismo com a situação financeira enfrentada por ele e o irmão, o tenha levado à atitude drástica. Vincent era pintor e Theodorus tentava vender seus quadros, mas os trabalhos não empolgavam ninguém a pagar muita coisa por eles.

Hoje, mais de um século depois, poucos artistas são tão venerados no mundo quanto Vincent, que somente após a morte conseguiu sucesso e ficou conhecido por seu sobrenome: Van Gogh. Considerado um precursor da ligação entre tendências impressionistas e o modernismo, o pintor, que é de origem neerlandesa, influenciou diversas vanguardas que surgiram em diferentes países no início do século XX.

Assim como Van Gogh, muitos outros profissionais, extremamente competentes na atividade em que são especialistas, não conseguem tirar proveito da própria genialidade. Por quê?

O escritor norte-americano John C. Maxwell, que é especialista em treinamento de líderes e autor do livro “Talento não é tudo”, afirma que essa capacidade pessoal “é algo muitas vezes superestimado e frequentemente mal entendido”. Segundo ele, “quando as pessoas realizam grandes coisas, os outros muitas vezes explicam suas realizações atribuindo-as ao talento. Mas esta é uma maneira falsa e equivocada de encarar o sucesso”.

Maxwell ressalta em seu livro que o talento tem, sim, sua importância, e não pode ser desconsiderado. “Onde os Estados Unidos estariam se o país não tivesse sido formado por líderes talentosos?”, afirma o escritor. No entanto, ele afirma que é preciso ir além, transformar competência em eficiência.

Já dizia Peter Drucker…
O pai da administração moderna, Peter Drucker, dizia que “inteligência, imaginação e conhecimento são recursos essenciais, mas somente a eficiência os converte em resultado”. Para o consultor Deni Belotti, o compromisso com os próprios projetos é fundamental, e não pode ser esquecido. Para ele, a regra básica é: persistência. Segundo Belotti, é preciso ter “visão, capacidade de sonhar grande e, é claro, uma grande dose de determinação”.

Já Elias Awad, palestrante corporativo e biógrafo de grandes executivos brasileiros – como Samuel Klein, da Casas Bahia – afirma que, no mercado de trabalho, a melhor maneira de transformar talento em sucesso é somando. “Em um mundo onde é inadmissível pensar em realizar algo sozinho, eu acrescento ao pensamento do mestre Peter Drucker que não basta apenas a sua convergência e o seu comprometimento, mas sim o da equipe”, afirma Awad.

O escritor complementa chamando atenção para a questão da autoconfiança. Segundo o escritor, é ela que “levará ao merecimento. Ou seja: eu me empenho, eu me aprimoro, eu estudo, eu leio… Portanto, mereço ser feliz e ter sucesso. Enquanto isso não estiver muito claro em nossas mentes, os problemas e adversidades, muitas vezes criados ou potencializados por nós mesmos, serão mais fortes que nossas capacitações e objetivos. Dizem que querer é poder… Então, antes de poder, você precisar querer”, afirma Awad.

A importância das escolhas

Na vida, nem sempre fica claro qual o melhor caminho para se chegar a um determinado objetivo. Na verdade, saber claramente qual objetivo perseguir não é uma tarefa muito fácil. As opções são muitas e uma coisa é importante ter em mente: nem sempre dá pra escolher todas. Por isso, grande parte do sucesso de um profissional, certamente, dependerá das decisões tomadas ao longo da carreira. Como fazer isso da maneira certa?

“Saber escolher e decidir é fruto de exercício constante”, afirma Elias Awad. Segundo o escritor, “quanto mais se praticam escolhas e decisões, certamente, mais apurado fica seu feeling”.

Awad chama atenção, no entanto, para o fato de a confiança excessiva na experiência adquirida ao longo da vida poder atrapalhar na hora de se tomar uma decisão. “Quanto mais apurado seu feeling, mais atento aos detalhes você deve estar, para não tomar decisões e assumir escolhas fundamentado apenas na autoconfiança”, explica o escritor.

Talvez Van Gogh tenha tomado decisões erradas, não tenha acreditado no próprio potencial nem conseguido gerir seu trabalho. Ou não. O gênio pode, simplesmente, ter sido um incompreendido. Mas, e você: tem conseguido transformar seu talento em sucesso? Afinal, como diz John C. Maxwell, “todos temos algo que podemos fazer bem”.

Viviany.

31 Jul 2010

Vida de trainee

O sonho de trabalhar em grandes empresas faz com que milhares de jovens se inscrevam todos os semestres em programas de trainees. Geralmente esta carreira proporciona desenvolvimento profissional e projeção a cargos de lideranças em menos de 3 anos, além de bons salários iniciais e a possibilidade de trabalho no exterior.

Os perfis desejados pelas organizações são variados, já que cada área de atuação exige determinada competência e experiências prévias, porém não estão descartados deste processo os estudantes que nunca trabalharam, mas já tiveram experiências em empresas juniores e intercâmbios.

Como se pode ver é tudo muito variável, e cabe ao estudante escolher as áreas de atuação que tenha mais afinidade, para que o seu perfil seja realmente o desejado e escolhido pela empresa do processo seletivo.

Hoje eu trouxe a história do Danilo, que após passar em alguns processos para trainee viu o mercado abrir as portas para a sua atuação profissional.

Danilo Tadachi, 26 anos, é formado em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina, e faz sua segunda graduação em Contabilidade na Unisul, também em SC. Sua carreira é constituída de trabalhos voluntários através da Jr Achievement, intercâmbios na África do Sul e nos EUA (Boston e Colorado), e tem experiências profissionais em empresas como Unimed, Brasil Telecom, Softway, Dígitro, Deloitte (através do processo de trainee), e a atual Mexichem (Amanco) no ramo de auditorias.

Viviany: O que te motivou a seguir uma carreira de trainee?
Danilo: A oportunidade de crescimento, e a busca por novos desafios.

Viviany: Quanto tempo você se preparou para o processo de seleção? Como foi esta dedicação?
Danilo: Na última fase da faculdade, lá em 2007, eu comecei a me inscrever em diversos programas de trainee como os da Unilever, Ambev, Volkswagen, Bunge, e também nos das empresas com foco em auditoria, como a Deloitte, Price, KPMG, Ernest Young e BDO Trevisan.
Neste caso, como eu já tinha experiência na área de auditoria, e em função do perfil destas empresas a concorrência ser menor, isto poderia facilitar no meu processo de aprovação. Pensando desta forma cheguei na final de todas e escolhi a Deloitte; a maior do mercado.

Viviany: Lembra de quantos processos você se inscreveu? Em algum momento pensou em desistir ao saber da quantidade de candidatos inscritos?
Danilo: Me inscrevi em aproximadamente uns 15 processos, e já tinha noção da concorrência, mas não pensava em desistir porque acreditava na minha preparação, e desejava realmente atuar em auditoria como trainee.

Viviany: Quais foram as primeiras impressões ao assumir sua posição de trainee, e o que um jovem profissional deve esperar ao ser aprovado?
Danilo: Ao ingressar na Deloitte, empresa de auditoria externa, recebi um treinamento de 6 semanas em Curitiba/PR.
Ao ser aprovado um jovem deve saber que como trainee as oportunidades são ótimas pois permitem que você trabalhe com empresas grandes, tenha um plano de carreira diferenciado (ou é promovido ou é demitido), e muitas ainda proporcionam contato e trabalhos internacionalmente, estimulando você a se manter atualizado para que não se torne um profissional ultrapassado.
Existe muito trabalho, muito aprendizado, visibilidade no mercado, oportunidades de desenvolvimento profissional, tanto para aspectos técnicos quanto a progressão salarial. O perfil de auditor é bastante valorizado no mercado e em um curto prazo, mas como pontos  a refletir menciono o excesso de carga-horária, o salário inicial mais baixo (no ramo de auditoria), viagens bastante freqüentes, muitas metas, trabalho sobre pressão, e carga-horária excessiva fim de semana.

Viviany: Pra quem você não recomendaria os programas de trainees?
Danilo: Não recomendo esta carreira, para:
- Quem evita horários flexíveis de trabalho;
- Quem não sabe trabalhar por resultados;
- Quem não busca se desenvolver, pois a carreira de trainee pede atualização constante; e
- Quem não gosta de mobilidade, pois a pessoa precisará ir para o lugar que a empresa determinar.

* este post integra a sessão ‘Um papo sobre Carreira’.

* este post integra a sessão ‘Um papo sobre Carreira’.

21 Mai 2010

Enquete

11 Mai 2010

Sobram vagas de trabalho no comércio eletrônico

Por Blog do e-commerce

Em conversas durante a Semana Global do Empreendedorismo verificamos um fato bem interessante. Sobram vagas para profissionais qualificados no mercado do e-commerce. Parece inusitado mas é a pura verdade. Vagas de trabalho existem e inclusive sobram, o que não existe são profissionais qualificados para ocupar estas vagas. Resultado, a remuneração dos profissionais qualificados entrou em uma escalada ascendente. Embora o tempo de formação de um profissional nesta área seja relativamente pequeno, o que não se vê é investimento que atenda a crescente demanda do mercado. Segundo alguns empresários está cada vez mais difícil encontrar profissionais para administrar uma loja virtual. A reclamação é geral.

As perspectivas para o comércio eletrônico no Brasil são muito animadoras. Em 2008 o crescimento foi de 40% e em 2009, apesar da crise as projeções já apontam também nesta direção. Para 2010 espera-se números ainda maiores em função da queda dos preços dos computadores pelas sucessivas quedas do dólar e dos programas de inclusão digital patrocinados pelo Governo. A entrada da classe C no mercado consumidor certamente vai representar um novo estímulo nas vendas, e com o fim da crise mundial então, fica desenhado um cenário mais do que favorável ao desenvolvimento do e-commerce no Brasil.

Uma das soluções encontradas pelos pequenos e médios empresários tem sido a formação interna destes profissionais através de cursos de especialização na área de e-commerce. É uma solução eficaz e que não custa tanto assim sendo certamente bem mais barata do que fechar o e-commerce por insuficiência no treinamento dos funcionários. Estes cursos de e-commerce são de curta duração e exigem que o aluno já possua algum conhecimento de informática e Internet. O profissional de administração e gerenciamento de e-commerce não precisa ser um programador uma vez que sua função de gerência do sistema é identificar necessidades e ai sim repassá-las para o pessoal da área técnica que então buscará a solução mais indicada. O necessário para um administrador de lojas virtuais é conhecer todos os processos que envolvem  o e-empreendedor na criação da loja virtual, na realização das vendas on-line e também nas diversas opções para sua divulgação.

Os cursos de e-commerce despontam como a melhor opção para a formação de mão de obra especializada no momento. Geralmente ministrados por consultorias nesta área, estes cursos conseguem em um curto espaço de tempo, passar uma boa idéia sobre o dia-a-dia de uma loja virtual.

Mas não é só para os funcionários que estes cursos são válidos. O próprio empresário ou todas as pessoas que desejam ingressar no mundo do comércio eletrônico devem sim participar deste tipo de treinamento justamente para ter uma visão geral do negócio e assim poder identificar no seu dia-a-dia as oportunidades de negócios que aparecem. Para quem ainda está estudando, os cursos de e-commerce funcionam como uma base para futuras especializações.

Segundo Josiane Osório, consultora de comércio eletrônico da CE -Consultoria em E-Commerce, “O problema do mercado já não é mais o da não existência de bons sistemas para a criação de um comércio eletrônico como acontecia há algum tempo atrás e sim à falta de profissionais qualificados para o gerenciamento e administração destes sistemas”. Esse é um problema já sentido por outros seguimentos do mercado como alguns setores da indústria como o calçadista e na área dos serviços de hotelaria entre outros. Ainda segundo Josiane, “A demanda por este tipo de profissional está tão grande que nós tivemos que antecipar o lançamento dos nossos cursos para suprir às necessidades da nossa própria clientela de consultoria e a resposta foi, turmas lotadas.”.

O fato é que poucos setores encontram um cenário tão favorável para os próximos anos como o do comércio eletrônico e para sustentar este desenvolvimento é necessária a capacitação de mais profissionais especializados nesta área seja através da grade curricular normal nas faculdades ou através de cursos extracurriculares. Cabe ao empresariado estar preparado e preparar também seus funcionários para esta nova realidade do comércio e aos estudantes um bom planejamento em sua formação para poderem ter mais facilidade de colocação no mercado.

25 Abr 2010

Intercâmbio no Egito

O Oriente Médio é de longe uma das primeiras escolhas de brasileiros para um intercâmbio profissional. Todos os caminhos sempre levam, comumente, para a América do Norte e para a Europa.

A curiosidade de saber o que se passa em vários lugares do mundo, e as experiências vividas por estudantes e profissionais é o que me motiva a construir este trabalho e propor diversas conversas com pessoas que buscam incrementar sua carreira em lugares diferentes daqueles em que foram criadas.

Quanto ao Egito? mais diferente, impossível. Escolhi a história do Renan pra ser a primeira de muitas outras que virão, e farão você refletir e desafiar-se em novos aprendizados. Vamos lá!

Renan Caixeiro, 21 anos, é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora, sua cidade natal, e tem direcionado sua carreira para as áreas de marketing e comunicação empresarial. Desde janeiro de 2010 está em um intercâmbio na Platinum Partners, uma consultoria de administração no Cairo, capital do Egito, onde ficará até o próximo 30 de abril.

Viviany: Ao chegar no país você enfrentou alguma dificuldade quanto à adaptação cultural? Existem costumes muito diferentes se comparados ao Brasil?
Renan: Em relação ao Egito eu tive duas dificuldades fortes no começo. A primeira foi em relação à alimentação. Além de não estar habituado à culinária local, os horários de café da manhã e almoço também me confundiram. É costume aqui o café ser por volta de meio dia e o almoço por volta de 19h – então tive que me acostumar com um lanche no horário do almoço (do Brasil).

Meu outro problema foi chegar ao trabalho. O transporte público na cidade do Cairo é bastante confuso e desorganizado. Demorava cerca de 2 horas só para chegar ao trabalho e tinha que caminhar, pegar metrô e táxi. Além de isto ser cansativo, ficava pesado no meu orçamento aqui, mas graças a Deus consegui me mudar para um lugar próximo ao trabalho – agora caminho cerca de 15 minutos.

De uma maneira geral, o que diferencia o Egito do Brasil é a influência da religião no dia-a-dia. O Brasil é um Estado laico, apesar de a maioria ser cristã, já no Egito não há essa separação, pois o Estado é islâmico. Por um lado isto é ótimo, mas por outro limita algumas coisas – pra quem gosta de bebida alcoólica, principalmente. O lado bom é que os egípcios seguem a religião islâmica e dentre outras coisas esta é uma religião que combate a criminalidade. Assaltos e assassinatos são coisas raras no Egito; este é um dos países mais seguros do mundo, até mais do que alguns europeus, por exemplo. O policiamento é bastante presente também.

Além disso, a religião influencia muito no relacionamento entre as pessoas. É raro ver grupos de amigos de homens e mulheres, pois isto é bem separado. As mulheres só andam com mulheres e por aí vai. Já entre os homens as relações são bem parecidas com as do Brasil – de certa forma, até mais abertas, pois é comum ver amigos andando de mãos e braços dados – o que simboliza uma amizade forte entre homens, e lembrando que homossexualismo não é algo comum por aqui.

Viviany: Em qual empresa você trabalha, qual a sua função?
Renan: A Platinum Partners é uma empresa de pequeno porte, com cerca de 15 funcionários fixos e outros que são contratados para projetos específicos. Ela trabalha com consultoria na área de desenvolvimento de negócios, além de vender treinamentos, concorrendo principalmente com empresas como PriceWaterhouseCoopers aqui no Oriente Médio.

Minha função é de estagiário. Eu executo algumas tarefas de suporte (comunicação e marketing) e trabalhei com treinamento de empresas na área de vendas (um dos produtos da consultoria). Minha job é um projeto interno, e basicamente o que eu faço é estudar bastante sobre vendas (e demais treinamentos que eles já deram) e organizar o material para os próximos eventos, que duram cerca de 3 dias.

Eu trabalho diretamente com uma equipe de egípcios e com outros intercambistas que estão aqui.

Viviany: Durante este tempo que você tem trabalhado com marketing no Egito, já é possível identificar práticas de trabalho diferentes das existentes no Brasil? Viu algo de inovador ou algo muito atrasado que vale a pena ser melhorado nesta área?
Renan: Eu identifiquei um estilo bastante diferente de trabalho. De certa forma, os egípcios são mais “tranqüilos” para trabalhar, e as coisas fluem de forma bem solta, sem muita pressão. Eu esperava muito mais pressão, principalmente por se tratar de uma consultoria.

Pelo que eu percebi, eu diria que o Egito está como o Brasil estava há cerca de 20 anos. Os conceitos de marketing e comunicação empresarial, por exemplo, ainda estão dando os primeiros passos por aqui. Não vi muita inovação, vi mais imitação. Há mais influência das empresas americanas e européias no Mercado – elas se destacam pelas ações.

O que eu percebo é um Egito que caminha rumo a uma “ocidentalização” – eles adoram carros como Mercedes e BMW, música eletrônica americana, fast food, futebol europeu, roupas italianas, etc. Por outro lado, há ainda a forte presença da cultura islâmica e árabe nos costumes, relacionamentos e gestão de negócios.

Pelo lado do Jornalismo, a minha formação, o que eu vejo não me anima. A mídia não tem muita liberdade de expressão – o país vive uma espécie de ditadura “democrática”, com um presidente “eleito” que completará 30 anos no poder. Uma boa parte da população nunca teve outro presidente. Eu acredito que isso é um entrave no desenvolvimento do país, mas mesmo assim não dá pra ver uma saída “democrática” para os próximos anos, pois a população precisa ser educada quanto a isso e há muito trabalho a ser feito.

Viviany: Você foi para um país que não é muito comum nos destinos de viagens. Que mensagem deixa para um estudante ou profissional que deseja buscar oportunidades em países diferentes, e passar por este tipo de experiência?
Renan: Quanto mais diferente, melhor. Quem estiver interessado em buscar um intercâmbio, eu aconselho a se desafiar em um lugar como o Oriente Médio. Quanto maior o choque cultural, melhor vai ser a experiência – é o que acredito.

Se você quiser conhecer mais sobre esta experiência, os relatos são encontrados no blog do Renan em http://renancaixeiro.wordpress.com. Confere lá!

Viviany

* este post integra a sessão ‘Um papo sobre Carreira’.

21 Abr 2010

Em breve

Ouvir histórias e aprender com base nas experiências de outras pessoas é sem dúvida uma das coisas mais prazerosas pra quem está no início de carreira.

Observando o dia-a-dia de diversos estudantes e profissionais, sendo alguns destes meus amigos de ‘nova e velha data’, percebo que as suas escolhas profissionais são as mais variadas possíveis. São tempos diferentes, criação familiar e preparação educacional diferentes, além das específicas necessidades pessoais e sonhos. Ao considerar todos estes aspectos é possível compreender o direcionamento que cada um dá para a sua carreira, desde o abandono dos estudos em função do foco em trabalho, como também o ingresso na universidade e o início de atividades profissionais através de estágios, faculdade e trabalho no exterior, dedicação nas empresas privadas como trainee, ou ainda a opção de carreira pública em diversas áreas.

A partir de toda esta diversidade pensei em ouvir profissionais – ou profissionais em formação -, e construir um material que pudesse servir de consulta, aqui no blog, para diversos estudantes que ainda estão pensando no seu destino profissional, e nas etapas que podem ser construídas para melhor se prepararem para seguir no mercado de trabalho, e principalmente estarem feliz com cada escolha realizada, e o aprendizado vivido nas oportunidades.

Algumas conversas já foram feitas e em breve as entrevistas, e experiências contadas, serão publicadas por aqui. :)

Viviany

* este post integra a sessão ‘Um papo sobre Carreira’.

18 Abr 2010

Meritocracia

Por Thais Aiello

Avaliar desempenho ainda é tabu na sociedade brasileira. Aos poucos, as empresas que atuam no Brasil vão aperfeiçoando seus sistemas de avaliação de desempenho e, com isso, enfrentando um traço cultural da nossa sociedade: a resistência à cobrança e à mensuração de resultados. Critérios meritocráticos para balizar sistemas de reconhecimento, recompensa e gestão de carreira ganham impulso frente à globalização, até porque a prática tem comprovado os resultados positivos desse método. Os desafios para viabilizá-lo, no entanto, vão além da aversão cultural. Para Eduardo Faro, da PricewaterhouseCoopers, no frenesi do mundo dos negócios os gestores não dedicam tempo suficiente para a orientação e o acompanhamento cotidiano da gestão de desempenho, paradoxalmente a etapa em que ocorrem os resultados e o desenvolvimento dos profissionais.

Segundo Lívia Barbosa, diretora de pesquisa do Centro de Altos Estudos de Propaganda e Marketing da ESPM,

Meritocracia pressupõe que as posições sociais dos indivíduos na sociedade devam ser resultado de suas realizações, do mérito de cada um. Em um país como o Brasil, essa filosofia é viável para aqueles que estão topo do sistema, mas deixa de fora do jogo aqueles que, na base, se ressentem de condições igualitárias de acesso à educação e a outros recursos. Culturalmente, a sociedade brasileira é avessa a processos de avaliação e rejeita sistemas de cobrança de desempenho e resultado. A responsabilidade individual sobre os feitos pessoais é quase inexistente. Não avaliamos desempenho; mas o justificamos. Fora isso, as distorções e os privilégios ainda se impõe sobre a meritocracia. Felizmente, o cenário vem se modificando a partir da ação de algumas empresas que adotam os preceitos da meritocracia intramuros e que têm o desafio de fazê-lo também além de suas fronteiras.

Em complemento,

Meritocracia está no DNA da Accenture e era já uma realidade quando ingressei na empresa como estagiário, nos anos 80. Desde então, temos aperfeiçoado nossas práticas, avaliando o colaborador em três dimensões: o valor gerado para os clientes, a atuação como desenvolvedor de pessoas e o resultado efetivamente obtido. Este pacote de informações é compilado duas vezes ao ano, uma para efeito de direcionamento, outra de avaliação propriamente dita. Os parâmetros usados são mundiais e os executivos conhecem as regras, estando cientes de que serão comparados com seus pares em outros países. A relação entre o colaborador e a empresa é transparente quanto à importância da contribuição de cada um, com o mérito sendo reconhecido de forma ampla. Ele contempla oportunidades de crescimento e desenvolvimento, e não apenas o lado financeiro. É um equívoco reduzir o sistema a um aspecto meramente monetário, o que não garante o crescimento estruturado do negócio e das pessoas.

(Roger Ingold – Presidente da Accenture)

9 Abr 2010

O diferencial competitivo: autoconhecimento

O grande diferencial competitivo atualmente no mercado de trabalho é o perfil comportamental das pessoas. Cerca de 70% das variáveis que diferenciam um profissional muito bem sucedido dos demais estão relacionadas com o perfil de comportamento que ele demonstra.

Uma parceria entre a Your Life e a Revista Você /S.A está disponibilizando um teste online para a análise de perfil comportamental, lhe permitindo utilizá-lo para autoconhecimento. O programa tem as fases de: avaliação, planejamento, objetivos pessoais e acompanhamento.

A fase de avaliação é gratuita, e conforme o resultado da competência a ser desenvolvida, é possível continuar o acompanhamento por três meses por R$ 78,00. De qualquer forma, se você não estiver disposto a pagar, já vale a pena fazer a avaliação e analisar o resultado do perfil.

Viviany.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.