Educados uma vez na vida sobre isto muitos de nós fomos, então de qualquer forma é bom relembrar o que está ao alcance.
Boa semana! :)
Viviany
vivenciando as práticas de gestão a cada dia.
Educados uma vez na vida sobre isto muitos de nós fomos, então de qualquer forma é bom relembrar o que está ao alcance.
Boa semana! :)
Viviany
por José Luis Amancio
CRM (customer relationship management, ou gestão do relacionamento com o cliente) é uma metodologia utilizada pelas empresas para a gestão do relacionamento com o cliente e do ciclo de vendas como um todo.
Um dos enfoques do CRM pode ser a classificação do tipo de cliente o qual atendemos:
Cliente interno: é a pessoa ou departamento que se utiliza de nossos serviços ou conhecimentos como meio ou fim para atingir os objetivos dos mesmos,
Cliente externo: é um usuário de nossos serviços ou conhecimentos que está em uma outra organização ou segmento do mercado
Seja o cliente externo ou interno devemos sempre nos lembrar de que acima de tudo é um cliente e a razão de ser da nossa remuneração para desempenhar nossas atividades ou utilizar nossos conhecimentos.
Nenhum cliente paga para ter acesso à serviços ou produtos de segunda categoria, ou prestados de mau agrado.
Portanto, a metodologia do CRM pode ser utilizada também pelas pessoas nas atividades do dia-a-dia visto que sempre estamos atendendo a um “cliente” interno (esposo,esposa,filhos, pais, família…) ou externo (amigos, colegas de trabalho, chefias….) e no caso a venda não é de um trabalho remunerado mas de sua qualidade de vida, de sua imagem pessoal e da qualidade dos relacionamentos que pode cultivar no seu dia-a-dia.
Seguem abaixo algumas sugestões de como utilizar o CRM para a vida pessoal de maneira objetiva:
Foco no cliente: Um dos conceitos do CRM é justamente o foco no cliente, portanto tenha o foco nos clientes internos e externos do seu dia-a-dia e procure entender que tipo de atendimento ou necessidades os mesmos buscam realizar junto a você (atenção para os filhos, segurança para a esposa, solidariedade para os amigos, responsabilidade para a organização na qual o profissional atua….),
Comunicação eficaz: Um dos fatores de sucesso de qualquer relacionamento que envolva mais de duas pessoas é justamente a comunicação eficaz, capaz de eliminar mal entendidos, alinhar objetivos e comunicar os resultados obtidos.
Feedback e ação: Ao receber o feedback de qualquer um de seus clientes internos, além de ouvir e procurar entender as críticas ou elogios a ação se faz necessária seja para continuar os pontos positivos ou para corrigir os pontos negativos, visto que ninguém gosta de efetuar um comentário ( seja ele positivo e negativo) sem que nenhuma mudança ou evolução seja demonstrada nos serviços recebidos e percebidos.
Boa sorte e sucesso.
José Luis Amancio
Contabilista e economista, com extensão em Logística e Comércio Eletrônico, Pós Graduado na FGV, Articulista e Colunista de diversos sites. Administrador do Grupo Profissional de Finanças da revista VOCÊ S/A na rede.
E-mail: financeir@globo.com
A AIESEC é uma organização, presente em mais de 107 países, formada por jovens universitários e recém-graduados, que, por meio do trabalho dentro da organização e de intercâmbios profissionais, estimula a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança de seus membros para que impactem positivamente a sociedade.
Os jovens que ingressam na organização têm a oportunidade de desenvolver novas habilidades e competências, trabalhando em Finanças, Gestão da Informação, Gestão de Intercâmbios, Gestão de Talentos, Comunicação e Intercâmbio para Corporações e para Terceiro Setor, e assim aprender na prática sobre liderança e gestão.
Uma vez membros da AIESEC, os jovens podem realizar intercâmbios profissionais de acordo com a sua formação acadêmica, visando o seu aperfeiçoamento. Atualmente, as vagas de intercâmbio subdividem-se nas áreas de educação, tecnologia, desenvolvimento e gestão. Interessados em compor a organização, poderão participar do processo seletivo, que começa participando de uma das palestras informativas que ocorrem na UFSC:
CTC – Sala 109 – 08/03/10 – 18h
CSE – Auditório – 10/03/10 – 12h
CTC – Sala 109 – 11/03/10 – 12h
As inscrições poderão ser feitas até o dia 11 de março através do site: http://www.aiesec.org.br/site/escritorio/florianopolis/
Mais informações neste site ou pelo telefone: 48 – 37216578.
Business English Pod é um site muito bom pra ouvir diversos podcasts sobre business english. São completos, têm áudios com diálogos e a pronúncia não é difícil de entender.
Além de acompanhar cada post novo semanalmente, o usuário ainda tem a possíbilidade de fazer o download do arquivo pra estudar quando não tiver acesso à internet. Experimente!
Viviany
Só de pensar em números e cálculos, dezenas de estudantes e profissionais já se apavoram. Muitos fogem dos estudos de matemática, sem mesmo conhecerem a abrangência da atuação de um profissional que entende mais sobre este assunto, e o futuro promissor de alguém que opta por seguir esta carreira.
Diferente de engenheiros e contadores, a ideia que todos têm do matemático é de que seu destino será nas salas de aula, e não necessariamente num posto de trabalho em uma empresa comum. Justamente para quebrar este paradigma, já existem cursos que estão sendo criados para preparar os jovens pra mais esta possibilidade, afinal este tipo de mão-de-obra se torna um diferencial valioso ao ser bem utilizado pelas organizações, e se bem analisado, os benefícios são mútuos, pois a empresa ganha e o matemático também.
Abaixo deixo um vídeo que apresenta um pouco de um curso criado na USP, a fim de mostrar o mercado para os interessados nesta área.
É isto!
Como várias carreiras já estão saturadas de profissionais, vai que você descobre esta aptidão e bom gosto pela matemática, e passa a ser um profissional procurado pelo mercado?
Já para aqueles que atuam na área a dica é: ‘aprenda a vender seu peixe!’ ;)
Viviany
O sucesso é consequência de um trabalho especial.
Se você faz o que todo mundo faz, chega aonde todos chegam. Se você quer chegar a um lugar aonde a maioria não chega, precisa fazer algo que a maioria não faz.

Muitas pessoas ainda têm a idéia equivocada de que todos os problemas profissionais ou financeiros se resolvem com mais trabalho.
Mas, lembre-se: se você estiver na estrada errada, aumentar a velocidade só o levará mais rapidamente para longe do seu destino.
Trabalhar mais é bom, mas o importante mesmo é trabalhar melhor.
O que significa isso? Significa trabalhar de forma diferente, com a visão do todo e, frequentemente, deixar de fazer coisas que não dão o resultado desejado.
Penso, por exemplo, naquele novo empresário que criou o seu negócio graças à sua experiência de vendas. Ele dará ênfase especial à equipe de vendas, é óbvio. Mas, se passar a enfrentar uma concorrência dura e sua margem de lucro começar a diminuir, um belo dia ele perceberá que está tendo prejuízo.
Como sua paixão são as vendas, contratará mais vendedores e investirá na equipe. O prejuízo continuará crescendo. Cada vez mais faltará dinheiro para pagar as contas. Ele fará um empréstimo bancário. E continuará insistindo: é preciso vender mais! Os vendedores aumentarão os descontos, mas as vendas diminuirão ainda mais. Resultado? Falência.
Em vez de continuar investindo em vendas, esse empresário deveria ter analisado de maneira mais integral o seu negócio, entendendo o mercado e fazendo mudanças mais amplas no modo de trabalhar. Provavelmente o problema não estava no setor de vendas, mas em outra área da empresa, ou mesmo no encaminhamento global dos negócios.
Trabalhar melhor geralmente significa mudar o que se faz. O agricultor que trabalha na enxada de sol a sol e não consegue uma boa colheita não vai resolver seus problemas trabalhando mais algumas horas por dia. Resolverá seus problemas procurando conhecer mais o solo para adubá-lo melhor, utilizando sementes melhores e alugando ou comprando um trator para não ter de voltar à enxada. Às vezes fazer mais do que se faz pode levar à falência ainda mais rápido.
O mesmo processo ocorre com muitos estudantes que não têm método, não prestam atenção na aula, estudam ouvindo música no walkman, deitados… Quando criam um método – que quase sempre se baseia em participar mais das aulas e ter disciplina na hora de estudar – conseguem melhores resultados com menos tempo de estudo. A solução não é exatamente estudar mais, mas estudar melhor para aprender mais.
O sucesso é consequência de um trabalho especial. Se você faz o que todo mundo faz, chega aonde todos chegam. Se você quer chegar a um lugar aonde a maioria não chega, precisa fazer algo que a maioria não faz.
Ser um profissional especial é ser aquele que consegue definir o jogo a favor de seu time. Aquele que tem a marca registrada de seu trabalho.
Existem habilidades que garantem sua presença na partida e competências que o transformam numa pessoa especial. Isso é semelhante ao que acontece na vida de um atleta. Preparo físico, garra e estado de alerta auxiliam um jogador a participar da partida, mas não são suficientes para levá-lo ao pódio. Quando um time ganha um título, percebe-se que os campeões têm características fora do comum, que determinam o sucesso de sua trajetória.
Se somente a garra definisse o resultado de uma partida, os times uruguaios seriam vencedores de todos os campeonatos que disputam. Infelizmente – para eles, é claro –, a garra tem de ser acompanhada de habilidades que garantam a vitória.
Sem dedicação, um profissional dificilmente terá emprego. Por outro lado, se só tiver garra, vai ficar patinando na carreira. No mundo moderno, trabalhar muito não é bastante para criar o diferencial que um vencedor precisa. Já não se trata de uma questão de apenas vestir e suar a camisa da empresa.
Lembre-se disto: se você que ter sucesso, muito mais do que trabalhar mais, é preciso trabalhar melhor.
Roberto Shinyashiki

Neste mês a Revista Você S/A trouxe uma matéria sobre a vinda, cada vez mais constante, de profissionais estrangeiros pro país, já que o Brasil vem sendo bastante divulgado no mercado internacional.
É fato que os mais preparados garantirão espaço, sejam estrangeiros ou brasileiros, e vejo ainda que não é questão de os estrangeiros ‘roubarem’ as vagas dos brasileiros, mas é quase certo de que eles buscarão cargos mais altos, e que exigem maior preparação, como o inglês fluente, principalmente se forem empresas com foco em comercialização internacional.
Que estejamos preparados!
Segue a matéria na íntegra.
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A projeção do Brasil no exterior fez crescer o interesse dos profissionais estrangeiros, que agora querem trabalhar por aqui. Competir por uma vaga fica mais difícil.
O americano Tyler Mecham, de 30 anos, está morando no Brasil há um ano. Ele deixou sua cidade natal, Phoenix, no estado americano do Arizona, e veio para São Paulo cursar MBA na Fundação Instituto de Administração (FIA), na primeira turma em inglês criada pela escola. Agora, Tyler está em fase de contratação por uma multinacional com sede na capital paulista. Em sua turma, de 15 alunos, outros quatro estão em fase de negociação para serem contratados por empresas locais. ”Fui escolhido por conhecer outra cultura e falar inglês fluentemente, além da minha experiência na área financeira”, diz Tyler.
O americano e seus colegas de classe fazem parte de um grupo de jovens profissionais estrangeiros que vem mostrando interesse crescente em fazer carreira no Brasil, um movimento que se intensificou no último ano, com a crise de emprego na Europa e nos Estados Unidos. “A projeção econômica do Brasil no exterior incentivou essa procura”, diz Denise Barreto, sócia da GNext, consultoria de busca de executivos de São Paulo. A GNext vem recebendo mais currículos de europeus desde o início do ano passado. “São altamente qualificados e com perfil multicultural. Se comparados aos brasileiros que cursam MBA no exterior, concorrem em pé de igualdade”, diz Denise. Eles podem ser especialmente interessantes para empresas em fase de internacionalização, que querem ganhar conhecimento em um determinado mercado.
O processo de contratação de estrangeiros leva entre um e dois meses. “É relativamente simples, mas é a empresa brasileira que precisa se responsabilizar pelo visto”, diz o advogado Renê Ramos, sócio da Emdoc, que presta serviço para quem vai contratar estrangeiros. “De julho de 2009 para cá os pedidos de visto de trabalho só aumentaram”, diz Renê.

Tyler Mecham, americano, 30 anos: em fase de contratação depois de vir dos Estados Unidos para cursar MBA no Brasil.
A vinda e a contratação de estrangeiros por empresas com sede no Brasil devem ficar cada vez mais comuns, considerando que o país começa a se aproximar das grandes economias mundiais. Cidades como Londres ou Nova York experimentam isso há anos. Mas esse é também um dos aspectos da falta de profissionais no mercado local. “As empresas primeiro trouxeram de volta seus expatriados. Agora querem também os talentos que não são daqui para preencher seus quadros deficitários por causa do crescimento rápido e da falta de gestores”, diz o consultor de gestão de recursos humanos César Souza, da Empreenda, de São Paulo.
“Os latinos serão os primeiros a vir: portugueses, italianos e espanhóis, que estão com um grande problema de falta de emprego em seu país”, diz César. Nos últimos meses, Newton Campos, presidente da associação de ex-alunos do Instituto da Empresa, o IE, na Espanha, uma das principais escolas de negócios da Europa, viu mais que triplicar a procura de ex-alunos por um emprego no Brasil. “Há um ano, recebia um e-mail de ex-alunos a cada três meses. Hoje, chega um pedido de informação sobre trabalho a cada 15 dias”, diz Newton.
Na Esade, outra escola de negócios da Espanha, a área de serviços de carreira tinha, até um ano atrás, em média três solicitações de apoio para trabalhar no Brasil por ano. Em 2009, foram 12. O italiano Ulrico Talamanca, de 30 anos, é um dos alunos do IE interessados nas possibilidades brasileiras. Chegou ao Brasil em janeiro deste ano disposto a aprender português — ele já fala inglês, alemão e espanhol — e usar sua experiência de cinco anos em banco de investimento na Itália e nos Estados Unidos para conseguir um emprego no país.
“A economia na Europa está parada e a América do Sul é um lugar mais próximo em termos culturais”, diz Ulrico. Mercados como agronegócio, que empregou três dos alunos da primeira turma do MBA em inglês da FIA, e energia são alguns dos que mais atraem. “O Brasil tem a imagem de inovador no setor de energia e as pessoas querem aprender com isso”, diz James Wright, diretor do curso.
A vinda de executivos estrangeiros pode aumentar a concorrência em algumas áreas, mas a convivência com profissionais de outros países deve beneficiar as empresas e enriquecer as equipes de trabalho locais. “Há uma vantagem na mistura de várias culturas, algo que já acontece nas grandes metrópoles mundiais. Não acho que essas pessoas venham para tirar o trabalho dos brasileiros, mas para trazer mais conhecimento”, diz Denise, da GNext. De fato, os estrangeiros trazem na bagagem uma experiência diferenciada. Até por isso, a competição no mercado de trabalho vai ficar mais árdua.
Fonte: Revista Você S/A
Fonte: Infomoney.
Um Projeto de Lei (nº 6561/09) que tramita na Câmara dos Deputados estabelece pena de dois meses a dois anos de detenção para quem inserir informações falsas no currículo.
Segundo a proposta, será enquadrado nesta conduta quem falsificar currículo para satisfazer interesse pessoal, causar danos a terceiros ou habilitar alguém a obter cargo, emprego ou qualquer outra vantagem.
Punição específica
Para o autor do projeto, deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), ele é necessário pois os currículos têm sido alvos constantes de falsificação para obtenção de vantagens indevidas ou para causar prejuízos a terceiro.
Ele afirma ainda que atualmente, no Código Penal, não está prevista punição específica para falsificação em currículos. O código estabelece penas para falsidade documental, com reclusão de um a cinco anos para quem falsificar documento particular.
O projeto deve ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da casa.
Currículo
Com a possibilidade dessa nova lei, a elaboração do currículo deve ser levada ainda mais a sério. Para isso, confira algumas dicas, elaboradas pela gerente de Treinamento do Nube, Carmen Alonso:
Início de 2010 e a vida do país só entra no eixo após a segunda quinzena de fevereiro e do carnaval. Sempre assim e assim pra sempre. Diferente disto muitas empresas e profissionais já retomaram suas atividades mesmo no início de janeiro. Eu estive ausente por aqui no último mês, mas agora já é hora de recomeçar. Muitas ideias, planos, e variadas leituras de sites e livros que comentarei por aqui.
Pra iniciar recomendo a releitura de um post – Aprender a desaprender – já publicado neste blog, em novembro do ano passado, que fala sobre carreiras e a necessidade que temos de rever se realmente estamos no caminho que queremos, e o que devemos aprender e desaprender para fortalecer cada vez mais o nosso potencial, atendendo assim o momento vivido, e as expectivas dos nossos empregadores.
Que este ano seja brilhante!
Bom trabalho pra todos, com muitos negócios e sucesso nos próximos meses!
Viviany
Fonte: HSM.
Conheça os movimentos que mais se repetem em nossa vida profissional e as consequências da boa ou má gestão de cada um deles.
Há algum tempo assisti a uma palestra do mestre da FGV-SP, Fundação Dom Cabral (entre outras) e colega do Instituto do Marketing Industrial, Luiz Carlos Cabrera, na qual ele nos mostrou a importância de nos posicionarmos e vivermos a vida como se ela fosse formada de ciclos e, como tal, sobre a necessidade de encerrarmos cada ciclo a fim de nos liberarmos para assumir novas responsabilidades, criar novos projetos e “espantar os fantasmas”.
De fato, fazemos parte da natureza e é ela a maior prova de que a vida tem o seu equilíbrio organizado por ciclos, como por exemplo: o nascer do sol anuncia um novo dia e seu pôr prenuncia a chegada da noite; a primavera se manifesta após o inverno e, no seu final, introduz o verão, que por sua vez, se despede trazendo o outono; dormir se faz necessário para repor energias e estar acordado é condição para fazer, realizar, construir, etc.
Na vida humana, como diz Cabrera: “você pode estar começando num novo emprego, terminando uma relação, comprando uma casa, trocando de cidade, negociando um aumento, iniciando um curso de música, voltando a freqüentar a academia”. No entanto, quantos de nós procrastinamos nossas decisões, “deixando” para outro dia ou para um outro tempo que nunca chega e, com isso, passamos a conviver com vários ciclos “em aberto”, os quais acabam contribuindo negativamente nos vários contextos de nossa vida.
Sabendo da importância dos ciclos na nossa vida, achei que seria relevante trazer à reflexão, alguns exemplos que se repetem com freqüência no desenvolvimento da carreira profissional de tantas pessoas e, no final, comentar a provável conseqüência da má gestão dos ciclos.
Para aqueles que estão iniciando a carreira
A grande maioria dos jovens inicia sua carreira com toda a energia e disposição. Porém, passados alguns anos, observa-se um profissional desmotivado, sem iniciativa e com perspectivas futuras inteiramente limitadas.
Isso ocorre por uma série de razões. Entretanto, além de saber que alguns ciclos precisam ser encerrados para que outros possam ser iniciados, uma das principais causas é a falta de visão dos ciclos necessários para seu desenvolvimento.
Portanto, para aqueles que estão em inicio de carreira, recomendamos um “planejamento de ciclos”: a estruturação de como se pretende construir sua carreira ao longo dos anos. Para tanto, é preciso projetar e estabelecer metas (com prazos) até onde se quer chegar e os meios necessários.
Jamais se esqueça de que o medo pode ser um dos maiores obstáculos para o encerramento de um ciclo.
Para aqueles que estão no meio da carreira, porém com falta de perspectivas de crescimento
Tenho certeza de que você, caro leitor, sabe do que estou falando, pois se já não viveu essa situação, conhece alguém que se encontra nesse estágio.
Quantos são os profissionais que, após alguns anos, conquistaram alguns degraus na pirâmide organizacional e simplesmente estagnaram? Por que isso ocorre? O que fizeram para mudar essa situação?
Se você conversar com qualquer um desses profissionais, provavelmente escutará uma das seguintes frases: “a empresa não dá oportunidade para o pessoal antigo”; “meu chefe só vê qualidades no fulano e beltrano”; “tenho problemas de relacionamento com meu superior”; “não sei mais o que fazer para ser promovido”, e assim por diante.
Será tudo isso realidade? Ou será que esses profissionais também não conseguem enxergar os ciclos que compõem sua carreira?
Para estes, nossa recomendação é fazer uma “revisão dos ciclos” e planejar os “novos ciclos” necessários para uma retomada do desenvolvimento profissional.
Lembre-se que, além do medo, a acomodação pode ser o principal adversário de seu progresso!
Para aqueles que estão no meio de uma carreira ascensional
Os profissionais que se encontram nessa situação sentem-se competentes, confiantes, prestigiados e com a certeza de que as novas conquistas serão conseqüência natural de seu sucesso.
Para os profissionais que se encontram nesse momento de suas carreiras, nossa recomendação é fazer uma “reflexão dos ciclos passados” e a forma como cada um deles foi concluído, extrair os melhores ensinamentos e projetar os “novos ciclos”, ainda com maior consistência.
Portanto, cuidado! Com uma carreira vitoriosa até aqui, certamente o medo não marcou presença em sua trajetória, porém não se esqueça que, se de um lado a confiança é uma das principais qualidades dos profissionais vitoriosos, o seu excesso poderá criar uma “cortina” que impedirá a visão realista dos ciclos atuais e futuros de seu desenvolvimento.
Para aqueles que estão na fase final de suas carreiras
Pode parecer não haver sentido em abordar esse grupo, afinal, a carreira já está chegando ao fim e agora não há mais nada a fazer. Ledo engano, pois para a grande maioria, esse momento talvez venha a ser o mais difícil de toda carreira e, possivelmente, seja o ciclo que apresente o maior grau de complexidade para fechamento ou encerramento.
Independentemente se você foi um profissional de grandes conquistas ou não, lembre-se, em primeiro lugar, que o encerramento de uma carreira deve representar apenas o final de um dos ciclos da vida e assim como o nascer do sol anuncia um novo dia, a perspectiva do final da carreira deve ser o incentivo para a formulação de um (ou vários) ciclo que contemple aspectos que possam trazer bem estar, prazer, realização e crescimento interior.
Para quem se encontra nesse estágio da vida profissional, torna-se essencial formular ciclos que privilegiem a família, a sociedade (representada pelos seres humanos mais carentes), a saúde e a espiritualidade.
Lembre-se que a vida ainda poderá trazer muitas compensações e alegrias, as quais só terão algum sentido quando forem decorrentes de atitudes pessoais que buscaram a felicidade dos outros.
A principal conseqüência da má gestão dos ciclos na vida profissional
Todos sabemos que o stress representa uma das principais ocorrências dentro das organizações e estima-se que 70% dos brasileiros sofrem as suas conseqüências. Desse total, estima-se também que 30% sofrem da Síndrome de Burnout.
A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional)”.
A não gestão atenciosa e cuidadosa dos ciclos da vida profissional, pode conduzir a pessoa a um estado de exaustão prolongada e conseqüente diminuição do interesse em relação a todas as coisas que se relacionam ao trabalho, caracterizando assim a tal síndrome.
Na medida em que os ciclos profissionais não são fechados, crescem os problemas de relacionamento com as chefias e demais colegas, cai o desempenho e o grau de cooperação com a equipe e aumentam os conflitos internos (até mesmo em relação a situações consideradas simples).
No contraponto de tais considerações, na medida em que os ciclos da vida profissional são bem geridos, aumenta-se o grau de resiliência, ou seja, a capacidade do ser humano de enfrentar as pressões e adversidades no ambiente de trabalho sem ser acometido pelo stress ou se tornar vítima da síndrome de burnout.
Acredito que as pessoas que conseguem desenvolver uma boa gestão dos ciclos da vida profissional se fortalecem e “acumulam energia” que as ajudam a resolver os problemas e superar as barreiras e dificuldades com naturalidade.
Apesar de concordar que ser resiliente é uma questão de atitude, tenho certeza que se você gerir competentemente os ciclos de sua vida profissional, encerrando-os no tempo certo ou quando as circunstâncias impuserem, ajudar-lhe-ão a fortalecer seu grau de resiliência.
Finalmente, conforme nos lembra Cabrera (tratando do assunto também na revista Você S/A), é possível perceber quando um ciclo profissional chega ao fim: “Você para de aprender, sente que sua influência sobre as decisões está diminuindo e as relações estão se desgatando”. Se chegou esse momento, é melhor iniciar o planejamento da mudança do que ser aniquilado por ela.
Torço para que você esteja gerindo com muita competência todos os ciclos de sua vida!
Por Carlos Alberto Zaffani (Consultor em Gestão de Empresas – Diretor da Zaffani Asses. Empresarial. Seu e-mail é zaffani.consult@uol.com.br)