Arquivo para ‘Intercâmbio’

25 Abr 2010

Intercâmbio no Egito

O Oriente Médio é de longe uma das primeiras escolhas de brasileiros para um intercâmbio profissional. Todos os caminhos sempre levam, comumente, para a América do Norte e para a Europa.

A curiosidade de saber o que se passa em vários lugares do mundo, e as experiências vividas por estudantes e profissionais é o que me motiva a construir este trabalho e propor diversas conversas com pessoas que buscam incrementar sua carreira em lugares diferentes daqueles em que foram criadas.

Quanto ao Egito? mais diferente, impossível. Escolhi a história do Renan pra ser a primeira de muitas outras que virão, e farão você refletir e desafiar-se em novos aprendizados. Vamos lá!

Renan Caixeiro, 21 anos, é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora, sua cidade natal, e tem direcionado sua carreira para as áreas de marketing e comunicação empresarial. Desde janeiro de 2010 está em um intercâmbio na Platinum Partners, uma consultoria de administração no Cairo, capital do Egito, onde ficará até o próximo 30 de abril.

Viviany: Ao chegar no país você enfrentou alguma dificuldade quanto à adaptação cultural? Existem costumes muito diferentes se comparados ao Brasil?
Renan: Em relação ao Egito eu tive duas dificuldades fortes no começo. A primeira foi em relação à alimentação. Além de não estar habituado à culinária local, os horários de café da manhã e almoço também me confundiram. É costume aqui o café ser por volta de meio dia e o almoço por volta de 19h – então tive que me acostumar com um lanche no horário do almoço (do Brasil).

Meu outro problema foi chegar ao trabalho. O transporte público na cidade do Cairo é bastante confuso e desorganizado. Demorava cerca de 2 horas só para chegar ao trabalho e tinha que caminhar, pegar metrô e táxi. Além de isto ser cansativo, ficava pesado no meu orçamento aqui, mas graças a Deus consegui me mudar para um lugar próximo ao trabalho – agora caminho cerca de 15 minutos.

De uma maneira geral, o que diferencia o Egito do Brasil é a influência da religião no dia-a-dia. O Brasil é um Estado laico, apesar de a maioria ser cristã, já no Egito não há essa separação, pois o Estado é islâmico. Por um lado isto é ótimo, mas por outro limita algumas coisas – pra quem gosta de bebida alcoólica, principalmente. O lado bom é que os egípcios seguem a religião islâmica e dentre outras coisas esta é uma religião que combate a criminalidade. Assaltos e assassinatos são coisas raras no Egito; este é um dos países mais seguros do mundo, até mais do que alguns europeus, por exemplo. O policiamento é bastante presente também.

Além disso, a religião influencia muito no relacionamento entre as pessoas. É raro ver grupos de amigos de homens e mulheres, pois isto é bem separado. As mulheres só andam com mulheres e por aí vai. Já entre os homens as relações são bem parecidas com as do Brasil – de certa forma, até mais abertas, pois é comum ver amigos andando de mãos e braços dados – o que simboliza uma amizade forte entre homens, e lembrando que homossexualismo não é algo comum por aqui.

Viviany: Em qual empresa você trabalha, qual a sua função?
Renan: A Platinum Partners é uma empresa de pequeno porte, com cerca de 15 funcionários fixos e outros que são contratados para projetos específicos. Ela trabalha com consultoria na área de desenvolvimento de negócios, além de vender treinamentos, concorrendo principalmente com empresas como PriceWaterhouseCoopers aqui no Oriente Médio.

Minha função é de estagiário. Eu executo algumas tarefas de suporte (comunicação e marketing) e trabalhei com treinamento de empresas na área de vendas (um dos produtos da consultoria). Minha job é um projeto interno, e basicamente o que eu faço é estudar bastante sobre vendas (e demais treinamentos que eles já deram) e organizar o material para os próximos eventos, que duram cerca de 3 dias.

Eu trabalho diretamente com uma equipe de egípcios e com outros intercambistas que estão aqui.

Viviany: Durante este tempo que você tem trabalhado com marketing no Egito, já é possível identificar práticas de trabalho diferentes das existentes no Brasil? Viu algo de inovador ou algo muito atrasado que vale a pena ser melhorado nesta área?
Renan: Eu identifiquei um estilo bastante diferente de trabalho. De certa forma, os egípcios são mais “tranqüilos” para trabalhar, e as coisas fluem de forma bem solta, sem muita pressão. Eu esperava muito mais pressão, principalmente por se tratar de uma consultoria.

Pelo que eu percebi, eu diria que o Egito está como o Brasil estava há cerca de 20 anos. Os conceitos de marketing e comunicação empresarial, por exemplo, ainda estão dando os primeiros passos por aqui. Não vi muita inovação, vi mais imitação. Há mais influência das empresas americanas e européias no Mercado – elas se destacam pelas ações.

O que eu percebo é um Egito que caminha rumo a uma “ocidentalização” – eles adoram carros como Mercedes e BMW, música eletrônica americana, fast food, futebol europeu, roupas italianas, etc. Por outro lado, há ainda a forte presença da cultura islâmica e árabe nos costumes, relacionamentos e gestão de negócios.

Pelo lado do Jornalismo, a minha formação, o que eu vejo não me anima. A mídia não tem muita liberdade de expressão – o país vive uma espécie de ditadura “democrática”, com um presidente “eleito” que completará 30 anos no poder. Uma boa parte da população nunca teve outro presidente. Eu acredito que isso é um entrave no desenvolvimento do país, mas mesmo assim não dá pra ver uma saída “democrática” para os próximos anos, pois a população precisa ser educada quanto a isso e há muito trabalho a ser feito.

Viviany: Você foi para um país que não é muito comum nos destinos de viagens. Que mensagem deixa para um estudante ou profissional que deseja buscar oportunidades em países diferentes, e passar por este tipo de experiência?
Renan: Quanto mais diferente, melhor. Quem estiver interessado em buscar um intercâmbio, eu aconselho a se desafiar em um lugar como o Oriente Médio. Quanto maior o choque cultural, melhor vai ser a experiência – é o que acredito.

Se você quiser conhecer mais sobre esta experiência, os relatos são encontrados no blog do Renan em http://renancaixeiro.wordpress.com. Confere lá!

Viviany

* este post integra a sessão ‘Um papo sobre Carreira’.

6 Mar 2010

Processo Seletivo da AIESEC Florianópolis: gerencie uma organização global

A AIESEC é uma  organização, presente em mais de 107 países, formada por jovens universitários e recém-graduados, que, por meio do trabalho dentro da organização e de intercâmbios profissionais, estimula a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança de seus membros para que impactem positivamente a sociedade.

Os jovens que ingressam na organização têm a oportunidade de desenvolver novas habilidades e competências, trabalhando em Finanças, Gestão da Informação, Gestão de Intercâmbios, Gestão de Talentos, Comunicação  e Intercâmbio para Corporações e para Terceiro Setor, e assim aprender na prática sobre liderança e gestão.

Uma vez membros da AIESEC, os jovens podem realizar intercâmbios profissionais de acordo com a sua formação acadêmica, visando o seu aperfeiçoamento. Atualmente, as vagas de intercâmbio subdividem-se nas áreas de educação, tecnologia, desenvolvimento e gestão. Interessados em compor a organização, poderão participar do processo seletivo, que começa participando de uma das palestras informativas que ocorrem na UFSC:

CTC – Sala 109 – 08/03/10 – 18h

CSE – Auditório – 10/03/10 – 12h

CTC – Sala 109 – 11/03/10 – 12h

As inscrições poderão ser feitas até o dia 11 de março através do site: http://www.aiesec.org.br/site/escritorio/florianopolis/

Mais informações neste site ou pelo telefone: 48 – 37216578.

10 Nov 2009

É apenas diferente

aiesec

Dia 09 de novembro fez 20 anos da queda do muro de Berlim (89), e numa matéria francesa que falava sobre este acontecido publicaram esta foto com um registro da AIESEC. :) Achei muito legal.

Ainda devo um post pra explicar tudo que esta organização faz, voluntariamente, em mais de 107 países, mas só pra entenderem um pouco, a sua visão é A Paz e a Realização das Potencialidades Humanas, visto que ela surgiu em 1948, num período de pós-guerra. De certa forma isto envolve promover a troca cultural, o respeito e a tolerância com pessoas de outros países. É abrir a nossa mente pra uma nova visão de mundo, que vai além do nosso bairro e dos nossos familiares; é buscar experiências fora do Brasil pra que a gente possa conhecer uma nova realidade, novos costumes, novos valores, aprender a viver com tais diferenças, e recebê-los no Brasil da mesma forma, sem medos, preconceitos e coisas do tipo. É outro povo que merece tanto respeito quanto o nosso.

Negócios são negócios, e sim, países se brigam, empresas se brigam, mas a gente como ‘cidadão do mundo’ pode simplificar, no mínimo, algumas coisas. Não temos que olhar pr’um país somente com foco na sua economia. Na verdade o que podemos e devemos também observar são as pessoas, sua educação, credos, corações, sonhos, oportunidades. Alguém igual a você.

Ver uma foto com a estampa da AIESEC nesta situação, me faz acreditar ainda mais no poder que qualquer pessoa tem na sociedade, de querer entender como é o comportamento da sua, e de outra cultura. É saber que lá do outro lado do mundo (e até mesmo de outro Estado brasileiro) alguém tem os mesmos ideais. Não existe raça melhor ou pior, nem país melhor ou pior. Os momentos são diferentes, pois o desenvolvimento de cada lugar é diferente, mas nada nos impede de querermos conhecer o novo, de visualizá-lo não como sendo melhor ou pior, mas apenas algo diferente do que a gente está acostumado. Simples assim.

Viviany

24 Ago 2009

Aprenda e ao mesmo tempo incentive a troca cultural

FAD! Faça A Diferença: Este evento é promovido pela AIESEC Florianópolis, e já está na sua segunda edição.

A temática deste ano, a ser apresentada na próxima quinta-feira, dia 27/08, na Universidade Federal de Santa Catarina, é sobre inovação, ideias e empreendedorismo. Imperdível!

O evento integra uma das iniciativas da AIESEC, que tem por objetivo arrecadar fundos para financiar a vinda de intercambistas pra trabalhar em ONGs de Florianópolis, através do projeto B2P – Business to People.

O cronograma do evento e os palestrantes convidados estão listados abaixo, e mais informações podem ser consultadas no site http://investindoemideias.com.br.

Dia: 27/08/2009

  • 17h30 – Recepção
  • 18h00 – Abertura do Evento
    com partipação de Rui Luiz Gonçalves, presidente da ACATE.
  • 18h30 – Palestra 1 “Investindo em ideias”
    com José Eduardo Fiates (Sapiens Parque S.A.)
  • 19h30 – Palestra 2 “Quem investe em ideias?”
    com Marcelo Cazado (Floripa Angels)
  • 20h00 – Palestra 3 “Ideias inovadoras, empreendimentos”
    com Guilherme Jacob (Akakia)
  • 21h00 – Mesa redonda: Perguntas e Respostas
  • 21h30 – Coquetel de encerramento

Eu sou uma das apoiadoras oficiais, e em breve a divulgação sairá no site do evento. ;)

A AIESEC é uma rede global formada por jovens universitários e recém-graduados, que, por meio do trabalho dentro da organização e de intercâmbios profissionais, estimula a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança de seus membros para que impactem positivamente a sociedade. O escritório da AIESEC Florianópolis fica no Anexo II do CSE, Campus da UFSC.

Viviany

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