Arquivo para ‘Desenvolvimento pessoal e profissional’

14 Ago 2010

Gênios fracassados: por que pessoas talentosas não conseguem ter sucesso?

Como já dizia Peter Drucker, “inteligência, imaginação e conhecimento são recursos essenciais, mas somente a eficiência os converte em resultado”.

Por Administradores.com.br

Auvers-sur-Oise, França, 27 de julho de 1890. Financeiramente desequilibrado, Vincent, irmão de Theodorus e paciente do doutor Gachet – conhecido psiquiatra da região, atira contra o próprio peito, em um campo de trigo, perto da casa onde mora. O disparo não é certeiro e ele acaba retornando ao próprio quarto, cambaleante, mas sem deixar ninguém na rua perceber o ocorrido. Vincent permanece recluso até o dia 29, quando é encontrado por alguns amigos. Mas já é tarde.

O motivo exato do suicídio nunca ficou claro para as pessoas do pequeno povoado situado nas redondezas de Paris. Mas cogitou-se, na época, que o descontrole emocional de Vincent, intensificado pelo inconformismo com a situação financeira enfrentada por ele e o irmão, o tenha levado à atitude drástica. Vincent era pintor e Theodorus tentava vender seus quadros, mas os trabalhos não empolgavam ninguém a pagar muita coisa por eles.

Hoje, mais de um século depois, poucos artistas são tão venerados no mundo quanto Vincent, que somente após a morte conseguiu sucesso e ficou conhecido por seu sobrenome: Van Gogh. Considerado um precursor da ligação entre tendências impressionistas e o modernismo, o pintor, que é de origem neerlandesa, influenciou diversas vanguardas que surgiram em diferentes países no início do século XX.

Assim como Van Gogh, muitos outros profissionais, extremamente competentes na atividade em que são especialistas, não conseguem tirar proveito da própria genialidade. Por quê?

O escritor norte-americano John C. Maxwell, que é especialista em treinamento de líderes e autor do livro “Talento não é tudo”, afirma que essa capacidade pessoal “é algo muitas vezes superestimado e frequentemente mal entendido”. Segundo ele, “quando as pessoas realizam grandes coisas, os outros muitas vezes explicam suas realizações atribuindo-as ao talento. Mas esta é uma maneira falsa e equivocada de encarar o sucesso”.

Maxwell ressalta em seu livro que o talento tem, sim, sua importância, e não pode ser desconsiderado. “Onde os Estados Unidos estariam se o país não tivesse sido formado por líderes talentosos?”, afirma o escritor. No entanto, ele afirma que é preciso ir além, transformar competência em eficiência.

Já dizia Peter Drucker…
O pai da administração moderna, Peter Drucker, dizia que “inteligência, imaginação e conhecimento são recursos essenciais, mas somente a eficiência os converte em resultado”. Para o consultor Deni Belotti, o compromisso com os próprios projetos é fundamental, e não pode ser esquecido. Para ele, a regra básica é: persistência. Segundo Belotti, é preciso ter “visão, capacidade de sonhar grande e, é claro, uma grande dose de determinação”.

Já Elias Awad, palestrante corporativo e biógrafo de grandes executivos brasileiros – como Samuel Klein, da Casas Bahia – afirma que, no mercado de trabalho, a melhor maneira de transformar talento em sucesso é somando. “Em um mundo onde é inadmissível pensar em realizar algo sozinho, eu acrescento ao pensamento do mestre Peter Drucker que não basta apenas a sua convergência e o seu comprometimento, mas sim o da equipe”, afirma Awad.

O escritor complementa chamando atenção para a questão da autoconfiança. Segundo o escritor, é ela que “levará ao merecimento. Ou seja: eu me empenho, eu me aprimoro, eu estudo, eu leio… Portanto, mereço ser feliz e ter sucesso. Enquanto isso não estiver muito claro em nossas mentes, os problemas e adversidades, muitas vezes criados ou potencializados por nós mesmos, serão mais fortes que nossas capacitações e objetivos. Dizem que querer é poder… Então, antes de poder, você precisar querer”, afirma Awad.

A importância das escolhas

Na vida, nem sempre fica claro qual o melhor caminho para se chegar a um determinado objetivo. Na verdade, saber claramente qual objetivo perseguir não é uma tarefa muito fácil. As opções são muitas e uma coisa é importante ter em mente: nem sempre dá pra escolher todas. Por isso, grande parte do sucesso de um profissional, certamente, dependerá das decisões tomadas ao longo da carreira. Como fazer isso da maneira certa?

“Saber escolher e decidir é fruto de exercício constante”, afirma Elias Awad. Segundo o escritor, “quanto mais se praticam escolhas e decisões, certamente, mais apurado fica seu feeling”.

Awad chama atenção, no entanto, para o fato de a confiança excessiva na experiência adquirida ao longo da vida poder atrapalhar na hora de se tomar uma decisão. “Quanto mais apurado seu feeling, mais atento aos detalhes você deve estar, para não tomar decisões e assumir escolhas fundamentado apenas na autoconfiança”, explica o escritor.

Talvez Van Gogh tenha tomado decisões erradas, não tenha acreditado no próprio potencial nem conseguido gerir seu trabalho. Ou não. O gênio pode, simplesmente, ter sido um incompreendido. Mas, e você: tem conseguido transformar seu talento em sucesso? Afinal, como diz John C. Maxwell, “todos temos algo que podemos fazer bem”.

Viviany.

31 Jul 2010

Vida de trainee

O sonho de trabalhar em grandes empresas faz com que milhares de jovens se inscrevam todos os semestres em programas de trainees. Geralmente esta carreira proporciona desenvolvimento profissional e projeção a cargos de lideranças em menos de 3 anos, além de bons salários iniciais e a possibilidade de trabalho no exterior.

Os perfis desejados pelas organizações são variados, já que cada área de atuação exige determinada competência e experiências prévias, porém não estão descartados deste processo os estudantes que nunca trabalharam, mas já tiveram experiências em empresas juniores e intercâmbios.

Como se pode ver é tudo muito variável, e cabe ao estudante escolher as áreas de atuação que tenha mais afinidade, para que o seu perfil seja realmente o desejado e escolhido pela empresa do processo seletivo.

Hoje eu trouxe a história do Danilo, que após passar em alguns processos para trainee viu o mercado abrir as portas para a sua atuação profissional.

Danilo Tadachi, 26 anos, é formado em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina, e faz sua segunda graduação em Contabilidade na Unisul, também em SC. Sua carreira é constituída de trabalhos voluntários através da Jr Achievement, intercâmbios na África do Sul e nos EUA (Boston e Colorado), e tem experiências profissionais em empresas como Unimed, Brasil Telecom, Softway, Dígitro, Deloitte (através do processo de trainee), e a atual Mexichem (Amanco) no ramo de auditorias.

Viviany: O que te motivou a seguir uma carreira de trainee?
Danilo: A oportunidade de crescimento, e a busca por novos desafios.

Viviany: Quanto tempo você se preparou para o processo de seleção? Como foi esta dedicação?
Danilo: Na última fase da faculdade, lá em 2007, eu comecei a me inscrever em diversos programas de trainee como os da Unilever, Ambev, Volkswagen, Bunge, e também nos das empresas com foco em auditoria, como a Deloitte, Price, KPMG, Ernest Young e BDO Trevisan.
Neste caso, como eu já tinha experiência na área de auditoria, e em função do perfil destas empresas a concorrência ser menor, isto poderia facilitar no meu processo de aprovação. Pensando desta forma cheguei na final de todas e escolhi a Deloitte; a maior do mercado.

Viviany: Lembra de quantos processos você se inscreveu? Em algum momento pensou em desistir ao saber da quantidade de candidatos inscritos?
Danilo: Me inscrevi em aproximadamente uns 15 processos, e já tinha noção da concorrência, mas não pensava em desistir porque acreditava na minha preparação, e desejava realmente atuar em auditoria como trainee.

Viviany: Quais foram as primeiras impressões ao assumir sua posição de trainee, e o que um jovem profissional deve esperar ao ser aprovado?
Danilo: Ao ingressar na Deloitte, empresa de auditoria externa, recebi um treinamento de 6 semanas em Curitiba/PR.
Ao ser aprovado um jovem deve saber que como trainee as oportunidades são ótimas pois permitem que você trabalhe com empresas grandes, tenha um plano de carreira diferenciado (ou é promovido ou é demitido), e muitas ainda proporcionam contato e trabalhos internacionalmente, estimulando você a se manter atualizado para que não se torne um profissional ultrapassado.
Existe muito trabalho, muito aprendizado, visibilidade no mercado, oportunidades de desenvolvimento profissional, tanto para aspectos técnicos quanto a progressão salarial. O perfil de auditor é bastante valorizado no mercado e em um curto prazo, mas como pontos  a refletir menciono o excesso de carga-horária, o salário inicial mais baixo (no ramo de auditoria), viagens bastante freqüentes, muitas metas, trabalho sobre pressão, e carga-horária excessiva fim de semana.

Viviany: Pra quem você não recomendaria os programas de trainees?
Danilo: Não recomendo esta carreira, para:
- Quem evita horários flexíveis de trabalho;
- Quem não sabe trabalhar por resultados;
- Quem não busca se desenvolver, pois a carreira de trainee pede atualização constante; e
- Quem não gosta de mobilidade, pois a pessoa precisará ir para o lugar que a empresa determinar.

* este post integra a sessão ‘Um papo sobre Carreira’.

* este post integra a sessão ‘Um papo sobre Carreira’.

25 Jul 2010

Encantadora de histórias

Para tradução basta mudar a legenda no vídeo para Português (view subtitles).

19 Jun 2010

Dos planos e escolhas

Estamos praticamente na metade de junho, e na metade de 2010. O que você tem feito de bom até agora?

No início do ano, enquanto eu viajava, escrevi este texto para um blog, comentando sobre a questão de se organizar para aproveitar o ano e depois poder lembrar das histórias e das conquistas realizadas. Neste post  escrevo detalhes da viagem para que sirvam de motivação para novas ‘reservas de dinheiro’ a fim de se desfrutar de mais jornadas como esta.

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Publicado originalmente no blog Gelo em Marte

Já tem três dias que o ano 10 começou, e o post do balanço do fim do ano ainda estava ali, nos fazendo lembrar da performance do Gelo em Marte em 2009. Amanhã é segunda-feira, recomeço de trabalho. Estão todos recuperados do fim de ano, ou ainda se encontram no trânsito e nas intermináveis filas após o feriadão…

Sem esperas pelo carnaval vamos ao post número um, certo? Diferente destes acontecimentos rotineiros do Brasil, minha virada do ano não foi tão comum assim. Foi bem diferente por sinal, e comemorada sobrevoando o Atlântico, com destino à Lisboa; o primeiro contato com a Europa, antes de pôr meus pés em Londres. Nem tudo é privilégio assim fácil, tudo tem seu preço, e que preço!

A TAP é uma boa companhia aérea, mas não conheço as demais que vão pro exterior pra poder fazer alguma comparação. O vôo fornecia atualizações precisas de distância, velocidade, temperatura externa, além de dar a opção pra ouvir música, ver filme, jogar videogame, e fazer compras no ar – duty free. A comida de Portugal não é das melhores, sabe? Então, nada como a opção “B”: um bom pão com manteiga.

Os aeroportos de Lisboa e Londres são gigantes, e é preciso percorrer corredores e mais corredores até achar o terminal de vôo ou da localização da bagagem. Por um instante se pode pensar: O que eu vim fazer aqui?, mas é tudo muito bem sinalizado, não têm como se perder. Então retoma-se o desejo inicial da viagem e fica tudo bem.

Em Londres as liquidações de inverno já começaram. Tem coisas bem baratinhas, comparáveis ao preço do Brasil. Pena que o almoço – Pizza Hut individual – mais barato custa em torno de 8… libras. Multiplique por 3 e sonhe com um churrasco suculento do Brasil.

Estar na Europa é se imaginar no topo do mapa, e quando alguém, ou você mesmo fala do Brasil, já mentaliza uma região lááá do hemisfério sul. Vê o mapa de cima e de cabeça pra baixo. Tudo diferente. Por aqui muita coisa é melhor, mas outras não. Prefiro considerar que é diferente e que temos que aprender também a viver com o que é diferente.

A gente fica bem (ou mal?) acostumado com a nossa rotina e nem tentamos enxergar um pouco além do nosso portão, da nossa cidade, do nosso país. Ok, por horas isto nem faz diferença! E para algumas pessoas nunca fará. Mas sinceramente, é legal ver a grandeza e a diversidade de tudo. Aprende-se mais, aceita-se melhor algumas coisas, desafia-se, e tudo por conta de uma decisão de mudança, ou curiosidade, ou necessidade – ou turismo mesmo. Vale a pena, e nada de ter medos! O medo só fará com que se evite e deixe de viver coisas novas. Às vezes precisamos de desafios.

Está sendo bom começar um ano novo deste jeito, no velho mundo, sendo que em todo fim e início de ano é bom que pensemos sobre o que queremos pra ele, pra que não passe em branco ou corrido, sem desejos e sonhos realizados. Não é a administração que diz que é preciso fazer planos prévios, mas a vida.

Se você não se programar, dificilmente terá dinheiro pra viajar, comprar um carro, casar, ter filhos. Todos sabemos que existem simplicidades que não devem obedecer regras, e isto é bom que continue desde jeito. Porém, pra atingirmos outras coisas precisamos aprender a escolher, priorizar, e o mais importante: coragem. Feliz 2010.

Viviany

21 Mai 2010

Enquete

13 Mai 2010

Minimalista

Precisava florir um pouco o blog. Não somente para o trabalho deve ser a sua dedicação. ;)


Fotos retiradas do site: http://www.etsy.com

11 Mai 2010

Sobram vagas de trabalho no comércio eletrônico

Por Blog do e-commerce

Em conversas durante a Semana Global do Empreendedorismo verificamos um fato bem interessante. Sobram vagas para profissionais qualificados no mercado do e-commerce. Parece inusitado mas é a pura verdade. Vagas de trabalho existem e inclusive sobram, o que não existe são profissionais qualificados para ocupar estas vagas. Resultado, a remuneração dos profissionais qualificados entrou em uma escalada ascendente. Embora o tempo de formação de um profissional nesta área seja relativamente pequeno, o que não se vê é investimento que atenda a crescente demanda do mercado. Segundo alguns empresários está cada vez mais difícil encontrar profissionais para administrar uma loja virtual. A reclamação é geral.

As perspectivas para o comércio eletrônico no Brasil são muito animadoras. Em 2008 o crescimento foi de 40% e em 2009, apesar da crise as projeções já apontam também nesta direção. Para 2010 espera-se números ainda maiores em função da queda dos preços dos computadores pelas sucessivas quedas do dólar e dos programas de inclusão digital patrocinados pelo Governo. A entrada da classe C no mercado consumidor certamente vai representar um novo estímulo nas vendas, e com o fim da crise mundial então, fica desenhado um cenário mais do que favorável ao desenvolvimento do e-commerce no Brasil.

Uma das soluções encontradas pelos pequenos e médios empresários tem sido a formação interna destes profissionais através de cursos de especialização na área de e-commerce. É uma solução eficaz e que não custa tanto assim sendo certamente bem mais barata do que fechar o e-commerce por insuficiência no treinamento dos funcionários. Estes cursos de e-commerce são de curta duração e exigem que o aluno já possua algum conhecimento de informática e Internet. O profissional de administração e gerenciamento de e-commerce não precisa ser um programador uma vez que sua função de gerência do sistema é identificar necessidades e ai sim repassá-las para o pessoal da área técnica que então buscará a solução mais indicada. O necessário para um administrador de lojas virtuais é conhecer todos os processos que envolvem  o e-empreendedor na criação da loja virtual, na realização das vendas on-line e também nas diversas opções para sua divulgação.

Os cursos de e-commerce despontam como a melhor opção para a formação de mão de obra especializada no momento. Geralmente ministrados por consultorias nesta área, estes cursos conseguem em um curto espaço de tempo, passar uma boa idéia sobre o dia-a-dia de uma loja virtual.

Mas não é só para os funcionários que estes cursos são válidos. O próprio empresário ou todas as pessoas que desejam ingressar no mundo do comércio eletrônico devem sim participar deste tipo de treinamento justamente para ter uma visão geral do negócio e assim poder identificar no seu dia-a-dia as oportunidades de negócios que aparecem. Para quem ainda está estudando, os cursos de e-commerce funcionam como uma base para futuras especializações.

Segundo Josiane Osório, consultora de comércio eletrônico da CE -Consultoria em E-Commerce, “O problema do mercado já não é mais o da não existência de bons sistemas para a criação de um comércio eletrônico como acontecia há algum tempo atrás e sim à falta de profissionais qualificados para o gerenciamento e administração destes sistemas”. Esse é um problema já sentido por outros seguimentos do mercado como alguns setores da indústria como o calçadista e na área dos serviços de hotelaria entre outros. Ainda segundo Josiane, “A demanda por este tipo de profissional está tão grande que nós tivemos que antecipar o lançamento dos nossos cursos para suprir às necessidades da nossa própria clientela de consultoria e a resposta foi, turmas lotadas.”.

O fato é que poucos setores encontram um cenário tão favorável para os próximos anos como o do comércio eletrônico e para sustentar este desenvolvimento é necessária a capacitação de mais profissionais especializados nesta área seja através da grade curricular normal nas faculdades ou através de cursos extracurriculares. Cabe ao empresariado estar preparado e preparar também seus funcionários para esta nova realidade do comércio e aos estudantes um bom planejamento em sua formação para poderem ter mais facilidade de colocação no mercado.

25 Abr 2010

Intercâmbio no Egito

O Oriente Médio é de longe uma das primeiras escolhas de brasileiros para um intercâmbio profissional. Todos os caminhos sempre levam, comumente, para a América do Norte e para a Europa.

A curiosidade de saber o que se passa em vários lugares do mundo, e as experiências vividas por estudantes e profissionais é o que me motiva a construir este trabalho e propor diversas conversas com pessoas que buscam incrementar sua carreira em lugares diferentes daqueles em que foram criadas.

Quanto ao Egito? mais diferente, impossível. Escolhi a história do Renan pra ser a primeira de muitas outras que virão, e farão você refletir e desafiar-se em novos aprendizados. Vamos lá!

Renan Caixeiro, 21 anos, é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora, sua cidade natal, e tem direcionado sua carreira para as áreas de marketing e comunicação empresarial. Desde janeiro de 2010 está em um intercâmbio na Platinum Partners, uma consultoria de administração no Cairo, capital do Egito, onde ficará até o próximo 30 de abril.

Viviany: Ao chegar no país você enfrentou alguma dificuldade quanto à adaptação cultural? Existem costumes muito diferentes se comparados ao Brasil?
Renan: Em relação ao Egito eu tive duas dificuldades fortes no começo. A primeira foi em relação à alimentação. Além de não estar habituado à culinária local, os horários de café da manhã e almoço também me confundiram. É costume aqui o café ser por volta de meio dia e o almoço por volta de 19h – então tive que me acostumar com um lanche no horário do almoço (do Brasil).

Meu outro problema foi chegar ao trabalho. O transporte público na cidade do Cairo é bastante confuso e desorganizado. Demorava cerca de 2 horas só para chegar ao trabalho e tinha que caminhar, pegar metrô e táxi. Além de isto ser cansativo, ficava pesado no meu orçamento aqui, mas graças a Deus consegui me mudar para um lugar próximo ao trabalho – agora caminho cerca de 15 minutos.

De uma maneira geral, o que diferencia o Egito do Brasil é a influência da religião no dia-a-dia. O Brasil é um Estado laico, apesar de a maioria ser cristã, já no Egito não há essa separação, pois o Estado é islâmico. Por um lado isto é ótimo, mas por outro limita algumas coisas – pra quem gosta de bebida alcoólica, principalmente. O lado bom é que os egípcios seguem a religião islâmica e dentre outras coisas esta é uma religião que combate a criminalidade. Assaltos e assassinatos são coisas raras no Egito; este é um dos países mais seguros do mundo, até mais do que alguns europeus, por exemplo. O policiamento é bastante presente também.

Além disso, a religião influencia muito no relacionamento entre as pessoas. É raro ver grupos de amigos de homens e mulheres, pois isto é bem separado. As mulheres só andam com mulheres e por aí vai. Já entre os homens as relações são bem parecidas com as do Brasil – de certa forma, até mais abertas, pois é comum ver amigos andando de mãos e braços dados – o que simboliza uma amizade forte entre homens, e lembrando que homossexualismo não é algo comum por aqui.

Viviany: Em qual empresa você trabalha, qual a sua função?
Renan: A Platinum Partners é uma empresa de pequeno porte, com cerca de 15 funcionários fixos e outros que são contratados para projetos específicos. Ela trabalha com consultoria na área de desenvolvimento de negócios, além de vender treinamentos, concorrendo principalmente com empresas como PriceWaterhouseCoopers aqui no Oriente Médio.

Minha função é de estagiário. Eu executo algumas tarefas de suporte (comunicação e marketing) e trabalhei com treinamento de empresas na área de vendas (um dos produtos da consultoria). Minha job é um projeto interno, e basicamente o que eu faço é estudar bastante sobre vendas (e demais treinamentos que eles já deram) e organizar o material para os próximos eventos, que duram cerca de 3 dias.

Eu trabalho diretamente com uma equipe de egípcios e com outros intercambistas que estão aqui.

Viviany: Durante este tempo que você tem trabalhado com marketing no Egito, já é possível identificar práticas de trabalho diferentes das existentes no Brasil? Viu algo de inovador ou algo muito atrasado que vale a pena ser melhorado nesta área?
Renan: Eu identifiquei um estilo bastante diferente de trabalho. De certa forma, os egípcios são mais “tranqüilos” para trabalhar, e as coisas fluem de forma bem solta, sem muita pressão. Eu esperava muito mais pressão, principalmente por se tratar de uma consultoria.

Pelo que eu percebi, eu diria que o Egito está como o Brasil estava há cerca de 20 anos. Os conceitos de marketing e comunicação empresarial, por exemplo, ainda estão dando os primeiros passos por aqui. Não vi muita inovação, vi mais imitação. Há mais influência das empresas americanas e européias no Mercado – elas se destacam pelas ações.

O que eu percebo é um Egito que caminha rumo a uma “ocidentalização” – eles adoram carros como Mercedes e BMW, música eletrônica americana, fast food, futebol europeu, roupas italianas, etc. Por outro lado, há ainda a forte presença da cultura islâmica e árabe nos costumes, relacionamentos e gestão de negócios.

Pelo lado do Jornalismo, a minha formação, o que eu vejo não me anima. A mídia não tem muita liberdade de expressão – o país vive uma espécie de ditadura “democrática”, com um presidente “eleito” que completará 30 anos no poder. Uma boa parte da população nunca teve outro presidente. Eu acredito que isso é um entrave no desenvolvimento do país, mas mesmo assim não dá pra ver uma saída “democrática” para os próximos anos, pois a população precisa ser educada quanto a isso e há muito trabalho a ser feito.

Viviany: Você foi para um país que não é muito comum nos destinos de viagens. Que mensagem deixa para um estudante ou profissional que deseja buscar oportunidades em países diferentes, e passar por este tipo de experiência?
Renan: Quanto mais diferente, melhor. Quem estiver interessado em buscar um intercâmbio, eu aconselho a se desafiar em um lugar como o Oriente Médio. Quanto maior o choque cultural, melhor vai ser a experiência – é o que acredito.

Se você quiser conhecer mais sobre esta experiência, os relatos são encontrados no blog do Renan em http://renancaixeiro.wordpress.com. Confere lá!

Viviany

* este post integra a sessão ‘Um papo sobre Carreira’.

23 Abr 2010

HP 12C sem mistérios

Durante este semestre eu sou responsável pelas aulas de matemática, administração financeira e orçamentária, em uma turma de administração (EAD). No início do módulo passamos por todas aquelas incansáveis fórmulas que os professores de finanças geralmente passam para os alunos, já que muitos evitam e não podem comprar a calculadora HP 12C.

Posso dizer que o aprendizado vale muito, mas depois que os alunos descobrem a HP, e que são capazes de resolver os exercícios em apenas 10 segundos, ao invés de 3 minutos, pode acreditar que nenhuma extensa fórmula será bemvinda.

No decorrer deste processo encontramos o livro ‘HP – 12C: Passo a Passo’, que é todo detalhado e bem explicado com tabelas e o passo a passo de como estuturar os números na calculadora. Super recomendo!

| Em sala | Só gostaria de lembrar que a interpretação do problema apresentado e a construção do fluxo de caixa é fundamental neste processo, afinal nenhuma HP lhe ajudará, se você não souber estruturar o que está sendo pedido no exercício. ;)

Viviany

21 Abr 2010

Criando novos mercados

Apesar de ser um livro de 2005, muito ainda tem se falado sobre  A Estratégia do Oceano Azul, e toda a sua abordagem sobre a criação de novos mercados, sem muito se importar com diversos desgastes com possíveis  concorrentes.

Na internet é possível encontrar vários comentários e resumos sobre este livro, mas eu ainda estou na expectativa de fazer a leitura por completo. O preço original é R$ 70,00, mas encontrei no site do submarino por apenas R$ 38. Como comprei mais de um livro por lá, este saiu por R$30 e ainda com frete grátis. Aproveite.

A estratégia do oceano azul

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