Arquivo para ‘Meus artigos’

10 Nov 2009

É apenas diferente

aiesec

Dia 09 de novembro fez 20 anos da queda do muro de Berlim (89), e numa matéria francesa que falava sobre este acontecido publicaram esta foto com um registro da AIESEC. :) Achei muito legal.

Ainda devo um post pra explicar tudo que esta organização faz, voluntariamente, em mais de 107 países, mas só pra entenderem um pouco, a sua visão é A Paz e a Realização das Potencialidades Humanas, visto que ela surgiu em 1948, num período de pós-guerra. De certa forma isto envolve promover a troca cultural, o respeito e a tolerância com pessoas de outros países. É abrir a nossa mente pra uma nova visão de mundo, que vai além do nosso bairro e dos nossos familiares; é buscar experiências fora do Brasil pra que a gente possa conhecer uma nova realidade, novos costumes, novos valores, aprender a viver com tais diferenças, e recebê-los no Brasil da mesma forma, sem medos, preconceitos e coisas do tipo. É outro povo que merece tanto respeito quanto o nosso.

Negócios são negócios, e sim, países se brigam, empresas se brigam, mas a gente como ‘cidadão do mundo’ pode simplificar, no mínimo, algumas coisas. Não temos que olhar pr’um país somente com foco na sua economia. Na verdade o que podemos e devemos também observar são as pessoas, sua educação, credos, corações, sonhos, oportunidades. Alguém igual a você.

Ver uma foto com a estampa da AIESEC nesta situação, me faz acreditar ainda mais no poder que qualquer pessoa tem na sociedade, de querer entender como é o comportamento da sua, e de outra cultura. É saber que lá do outro lado do mundo (e até mesmo de outro Estado brasileiro) alguém tem os mesmos ideais. Não existe raça melhor ou pior, nem país melhor ou pior. Os momentos são diferentes, pois o desenvolvimento de cada lugar é diferente, mas nada nos impede de querermos conhecer o novo, de visualizá-lo não como sendo melhor ou pior, mas apenas algo diferente do que a gente está acostumado. Simples assim.

Viviany

5 Nov 2009

Alguns atrasos na vida

Publicado originalmente no blog Gelo em Marte

Há quem diga que os atrasos só nos trazem problemas. Concordo que muita coisa poderia ser evitada se o reloginho fosse cumprido, mas sabe… às vezes esses atrasos surpreendem positivamente.

Tudo acontece numa manhã atípica: acordar já atrasada porque decidiu tirar só mais um cochilo, verificar e responder os e-mails mais urgentes que não conseguiu ler na noite anterior – pois acabou dormindo em frente ao computador –, se arrumar e seguir para o trabalho.

De repente – destino talvez –, você encontra uma daquelas pessoas que mudam a sua vida pra sempre. Aquela que dará o empurrão que precisava e diz as palavras que você já sabia, mas desconhecia a razão delas não terem vindo à tona antes.

Senti um puxão no braço, e delicadamente ouvi:
— Oi! Quanto tempo?

Realmente, fazia mais de um ano que não a via. Aquela pessoa cujas conversas são sempre rápidas, sempre com pressa, e o final você já pode imaginar: o típico encontro marcado que nunca acontece, mas que insistimos em dizer “vamos marcar, mas vamos mesmo”.

Sentei por perto e conversamos. É como dizem: “pessoa certa no momento certo”. Por algum motivo nos encontramos ali – foi o que eu pensei por uns minutos, quando comentei que eu não tinha o costume de pegar aquele ônibus. Eu estava atrasada, só por isso estava ali.

Trabalhamos juntas há cinco anos e, apesar de cada uma ter a sua rotina, penso que as pessoas importantes sempre estarão lá – mesmo que por míseros cinco minutos, mas estarão lá para mostrar algumas verdades, mostrar algo que fará você refletir e provocar mudanças (ou não).

A conversa durou cerca de uma hora e ainda tivemos que trocar de ônibus. Um verde e o outro amarelo. Tínhamos milhões de histórias para contar, e às vezes uma interrompia a outra lembrando de algum fato do passado ou algo novo que não podia ser esquecido – já que não vislumbrávamos mais nenhum encontro no atordoado semestre que está por vir.

Saí com novas ideias – e velhas também. Algumas sempre estiveram comigo, guardadas. Eu que não as deixava aparecer. Às vezes parece que a gente espera por um toque, um apoio, alguém nos diga: – vá em frente, você consegue!

Essas ideias precisavam explodir e agora pode ser a hora. Seria bom se todos os atrasos nos levassem além… onde queremos chegar.

Viviany

7 Out 2009

Seus dados estão seguros? e os da sua empresa?

Internet é terra sem dono. Às vezes até pensamos que o deus GOOGLE é quem comanda tudo, mas na verdade ele só dá uma forcinha pra organizar os dados e disponibilizá-los a quem quer que seja.

Tudo bem que é uma escolha (ou necessidade?) nossa, dependermos de Gmail, buscador google, agenda online, álbum de fotos, bloggers, e demais ferramentas. Mas de vez em quando me surge a seguinte reflexão: nesta infinidade de meios para trocar, armazenar e disponibilizar dados e informações, até que ponto é seguro disponibilizar nossos dados na rede? É impossível se esconder, mas até que nível de detalhismo o profissional deve disponibilizar as informações da sua carreira? Quais os riscos de expor dados demais, e o que é realmente suficiente? Você já se perguntou?

Estamos vivendo num mundo globalizado sim, mas como visto ali, ainda são muitos os questionamentos existentes. Desde o que é realmente necessário a outras situações banais, ainda não sabemos quem está do outro lado, quem utilizará nossos dados, e com qual finalidade.

Temos exemplos muito simples de situações, de descuido talvez, como a própria listagem do resultado de um vestibular, que disponibiliza o número da identidade de cada candidato aprovado. Juntando este dado a outras espécies de publicações, os dados - muitas vezes o histórico -, das pessoas está aí disponível na rede pra quem quiser procurar; curioso ou não, bem feitor ou não, headhunter ou não.

Podemos descobrir a vida inteira de uma pessoa, do que ela gosta, que música ouve, que lugares freqüenta, quais empresas trabalhou, quais funções exerceu, quantos idiomas fala, cidade em que reside, enfim, tudo. Há tempos atrás esse era um tipo de informação bastante restrito, que se descobria somente através da folhinha do CV, ou de um cafezinho ao conhecer uma nova pessoa; no tranqüilo conversar, no desenrolar da vida. Tem coisa mais legal? Podemos até automatizar os CVs pra simplificar, afinal TI tem que vir pra agregar, mas nada de abrir mão do café. ;)

No twitter as pessoas comentam sobre o que estão fazendo, de onde acabaram de chegar, e qual será o próximo compromisso. Isto é seguro? já pararam pra pensar sobre ficar falando da sua vida ali, pra inúmeros ‘followers’ desconhecidos? - e ainda querer mais seguidores? -. Pode ser bom, mas também pode não ser. Se não quiser utilizá-lo profissionalmente, é de se questionar a existência do twitter, caso você dê muita importância para a sua privacidade.

Por um lado, a divulgação de alguns dados é algo bastante importante pra que um profissional seja conhecido e abordado por outros profissionais e clientes. É preciso mostrar onde estudou, disponibilizar seu portfólio, e ainda exibir alguns cases de clientes. Tudo para tentar demonstrar a qualidade do seu trabalho, a fim de prospectar um novo emprego, ou novos negócios. Desta forma, independente deste tipo de necessidade, cujo profissional utiliza páginas pessoais, blogs, ou até mesmo do website da organização que administra, é inevitável deixar de pensar no que realmente é essencial e deve ser publicado.

As empresas devem ter o mesmo cuidado. Não é interessante, nem seguro que no seu website seja publicado o nome e o e-mail dos seus funcionários, pois é um tipo de dado desnecessário para o meio externo, além também de correr o risco de perdê-los pra concorrência, pois podem ser abordados diretamente em função do fácil acesso ao dado, e de não ser seguro pro funcionário, afinal nem sempre é do interesse dele, que os outros saibam onde ele trabalha.

No mês passado a Rede Globo emitiu uma nota aos seus contratados, estabelecendo políticas de utilização das mídias sociais. Algumas pessoas criticaram esta ação, levando para o lado da censura e coisas do gênero. Mas veja bem, imagina se você empresário, produtor, estabelece com a sua equipe a criação de um novo programa, de uma nova estrategia, e de repende, nesta onda de informação minuto-a-minuto, isto vaza na rede? Já era a sua estratégia! Pode começar a pensar em outra. Por mais que seja um comentário inocente, apenas falando sobre a rotina de tal profissional, o brilhantismo e o diferencial que você visava oferecer já foi divulgado em rede nacional/internacional.

É em função de situações como estas, que é tão importante adotar cuidados com a segurança da informação, seja ela pessoal ou seja ela da empresa. Realmente é preciso pensar muito bem antes de expor toda a sua carreira numa página de internet. Talvez a sua especialidade seja sim algo essencial a ser disponibilizado, pois a partir disto, o interessado lhe procurará pra conhecer melhor o trabalho que desenvolve. Do contrário, eu ainda prefiro pensar que dados em excesso e expostos de forma não segura, podem gerar muitos problemas no futuro.

E você, o que pensa?

Viviany

2 Out 2009

O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer

Quinta-feira tive a minha última Reunião Geral na AIESEC Floripa. ”Yes i’m leaving it and i’ll miss them a lot!”. Como não tive muito tempo pra terminar o digníssimo post que este assunto merece, por enquanto vou só comentar sobre a frase que pensei quando deixava a reunião, com aquela sensação de tristeza por não estar mais presente, diretamente, nas próximas decisões do comitê, por não acompanhar mais o desenvolvimento de vários membros e amigos, por não saber mais da agenda sobre a chegada de um novo trainee e saber de que país ele é, e por deixar um dia-a-dia turbulento cheio de atividades em paralelo ao meu outro trabalho, mas que me fazia feliz. Feliz por infinitas coisas: por ter conquistado amigos que levarei ‘pra sempre’ comigo, por ter aprendido e ensinado muitas coisas, e também ter aberto a mente pra tantas outras. Eu sei que é meio genérico, mas quando eu vier falar da AIESEC, vocês entenderão.

No momento deixo somente a frase que me surgiu, resultado disto tudo: ‘O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer’.

E realmente, é pra todos… as oportunidades existem, basta que estejamos preparados pra elas. Isto quer dizer que é necessário abrir o olho, se esforçar, estudar, trabalhar, buscar informações diversas pra construir uma carreira, uma vida, e impactar no que a gente quiser.

Nunca tive o objetivo de postar músicas neste espaço, mas lembrei desta, então a deixo aqui pra vocês. É linda, e vocês já conhecem. ;)

Quando o sol bater na janela do teu quarto (Legião Urbana)

Quando o sol bater na janela do seu quarto
Lembra e vê que o caminho é um só
Por que esperar se podemos começar tudo de novo?
Agora mesmo
A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance
O sol nasce pra todos
Só não sabe quem não quer
Quando o sol bater na janela do seu quarto
Lembra e vê que o caminho é um só
Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem ?
Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentirmos dor
Quando o sol bater na janela do seu quarto
Lembra e vê que o caminho é um só

… Segue o vídeo com a interpretação do Frejat e o Barão Vermelho!

e este com o Renato Russo…


Boa Sexta-feira!

Viviany

29 Set 2009

Reunião de 1 minuto

Não me esqueço quando este caso foi citado no início da pós, lá em 2007. A tal da reunião de 1 minuto.

Hoje 29.09 é o aniversário do Genésio, um colega da pós, que trabalha nos Correios há bastante tempo! Ao dar os parabéns pra ele, eu lembrei da história que ele contou, sobre este tipo de reunião.

Mas como assim, só de um minuto?

Então! sabe quando algum funcionário é demitido, ou a empresa está sofrendo sérios problemas, e surge aqueles constantes burburinhos pelos corredores? a cada momento se descobre uma versão nova do fato ocorrido, isto tudo pela falta de um comunicado oficial da empresa, etc? (nem sempre algumas comunicações devem ser abertas para toda a organização, porém, de qualquer forma ainda acabam gerando barulho).

Pois bem, a reunião de 1 minuto deve ser utilizada exatamente pra isto. Antes mesmo de surgirem as tais conversinhas é muito legal que o gestor da área pare tudo, chame a sua equipe e comente sobre o que está acontecendo. Isto simplifica muitas coisas, e você põe um ponto final nas fofocas e notícias distorcidas que estariam por vir.

É simples assim. Em 1 minuto você esclarece o ocorrido, a sua equipe segue a trabalhar em paz, e sem motivos pra inventar seja lá o que for, ou ainda reclamar que não recebem informações suficientes da empresa (fato este, que ainda acontece em muitas delas).

Como comentei, se a informação é muito estratégica, e/ou o e-mail para comunicados ainda não é algo muito utilizado pela sua empresa, se informe, veja o que aconteceu e chame o seu time pr’uma conversa, mostre o pouco (ou muito) do que você sabe, e evite todos estes desencontros de informações.

É bem mais fácil, não? e coisa de um minuto…

Viviany

27 Set 2009

Que empresa é esta?

Há uns 15 dias comecei a ler o livro do Ricardo Semler: ‘Você está louco! Uma vida administrada de outra forma’. Ainda não cheguei ao fim, mas até agora a leitura está muito boa.

Não tenho o hábito de ler publicações de biografias, e confesso a vocês que o que chamou minha atenção foi o nome do livro; fiquei curiosa em ver qual proposta Semler apresentaria. Estou transcrevendo uns trechos principais a medida que vou lendo, e depois venho postá-los aqui, num comentário único.

No livro Ricardo faz diversas apresentações da Semco, empresa cujo fundador é o seu pai. Querendo conhecer mais sobre este negócio eu fui buscar seu website, e de cara, ao entrar na página principal, vejo esta imagem abaixo… um design nada comum para apresentar uma grande corporação, ou melhor, um grupo de empresas.

site-semco

Admita, é bem psicodélico… Cada uma destas imagens direciona o usuário a uma parte específica do site do Grupo Semco, e outra característica que chama atenção é a linguagem utilizada em cada texto e menus. É algo bem descontraído, moderno, que realmente surpreende. Veja só:

Jeito Semco de Ser:

Empresa de malucos? Grupo de doidos? Se você acha que a Semco é alguma coisa parecida com isso, saiba que você não está totalmente enganado. No entanto, as idéias nada convencionais que brotam na empresa não são por acaso. Elas são criadas e geridas de acordo com um modelo de gestão aberto, diferente do convencional e é exatamente isso que buscamos.

e,

Manual de Sobrevivência:

Este manual faz parte de um esforço de muita gente que quer provar que existe uma maneira mais digna e mais justa de administrar uma empresa no Brasil. Ele tem o objetivo de fazer com que todos falem a mesma língua. Porém, é bom lembrar que não queremos pessoas sem opinião na empresa. Elas devem gritar e brigar quando alguma coisa não está certa ou não bate com a sua visão.

Enquanto nossas diretrizes estiverem em vigor, é importante que todos remem o barco na mesma direção, e é esta razão deste Manual de Sobrevivência do Grupo Semco.

Nem um pouco formal, e nada comum encontrar este tipo de abordagem disponibilizada para o público, ainda mais vindo de uma empresa que surgiu nos anos 50.

Hoje o Grupo Semco é o líder de mercado nas áreas de equipamentos industriais e soluções para gerenciamento postal e de documentos, além de trabalhar com diversos negócios na área de consultoria ambiental, gerenciamento de propriedades, consultoria imobiliária, serviços de inventário, e também administrar uma fundação mentora e catalisadora de projetos educacionais, culturais, ambientais e estratégicos.

Se quiser conhecer mais sobre esse ‘jeitão’ todo de administrar, dê um passeio por , verifique mais coisas como o Comitê Cê Tá Loko, o Aposente-se um pouco, e quebre alguns paradigmas de como se faz gestão.

Viviany

Jeito Semco de ser
Nosso Jeito

Empresa de malucos? Grupo de doidos? Se você acha que a Semco é alguma coisa parecida com isso, saiba que você não está totalmente enganado. No entanto, as idéias nada convencionais que brotam na empresa não são por acaso. Elas são criadas e geridas de acordo com um modelo de gestão aberto, diferente do convencional e é exatamente isso que buscamos.

Agora você pode conhecer o nosso Jeito Semco de Ser, dividido em categorias que classificamos como primordiais. Confira e comprove que aqui na Semco ninguém dá bola para fatores considerados sem importância, como aparência e formalidade.

24 Set 2009

Havaianas, havaianas!

Pensar diferente, questionar o estabelecido, e não apenas aceitar o que seria o óbvio de uma propaganda de TV. Foi isto que eu fiz quando li num blog, e no fórum do LinkedIn, que a propaganda das Havaianas havia sido censurada. Pelo menos é o que eles estão divulgando no segundo vídeo disponibilizado pela empresa, já que não passam mais aquele da velhinha e a sua neta no restaurante.

Pra todos entenderem do que eu estou falando, deixo a seguir os vídeos disponíveis.

O vídeo original:

A resposta à tal ‘censura’:

A primeira coisa que eu pensei, e acredito que muita gente também pensou, foi: ‘Século XXI, que censura hein, e a libertade?’. Logo depois, li no blog um comentário que mencionava que esta ação poderia ter sido criada pra chamar atenção. Faz sentido, afinal quando criaram o primeiro comercial já era de se esperar algum burburinho, por menor que seja.

A partir deste ponto de vista comecei a refletir, e avaliar realmente o que pode ter acontecido; todas as faces dessa historinha bem discutida nos últimos dias. Pode ser realmente verdade que o material foi censurado (eu não tenho esta informação. queria ter. você tem?), mas partindo de vários aprendizados que tenho vivido nos últimos anos, vejo que pode ser simplesmente mais uma estratégia, um pensar diferente e muito bem articulado pra que a marca Havaianas caia nas graças do povo novamente, e às vésperas do verão.

É muito sábio seguir por uma corrente de pensamento que faz com que ‘todos’ estejam a seu favor e apoiem a sua marca, pois você soube mostrar o que o público quer ouvir, ou pelo menos não contrariou a sua opinião. É nadar no mesmo sentido, e conseguir a cada dia, mais adeptos à sua causa. Escrevo aqui em torno da criação de ações e estratégias, então algo esperado a partir da divulgação do segundo vídeo, é que o fluxo comum levaria as pessoas pensarem que realmente houve a censura, e isto já provocaria de imediato um posicionamento de ‘anti-censura’, e de apoio à marca Havaianas – foi o que aconteceu –.

Com foco em planejamento, quem garante que já não tinham programado deixar o primeiro vídeo no ar por ‘n’ dias, e depois já lançariam o outro logo em seguida?

Mostrar algo que o público vai ajudar a te defender é saber fazer marketing, e, a menos que alguém confirme a tal censura, esta é a única conclusão que eu tiro desta história: a Havaianas foi muito inteligente!

Diferente disto, se a censura aconteceu mesmo (vou buscar mais informações), fica aí de brinde esse ponto de vista. Uma forma diferente de pensar ao elaborar uma ação de divulgação. Pode funcionar.

Viviany

21 Set 2009

Quando o erro é dos outros, a gente esquece dos nossos

Nos próximos dias a FIA julgará o acontecido com Nelsinho Piquet, que em 2008 provocou um acidente pra beneficiar seu companheiro de equipe, Fernando Alonso. A alegação principal do julgamento é a de manipulação de resultados.

Após este episódio, o piloto brasileiro Rubens Barrichello veio em público declarar que condena a atitude de Nelsinho. Ele diz que:

É inaceitável que algum piloto de Fórmula-1 possa bater o carro de propósito para tirar alguma vantagem disso ou beneficiar o companheiro de equipe. Se alguém tiver a capacidade de fazer isso, não merece estar no esporte.

Vejo que realmente é uma atitude muito anti-profissional, arriscada e que poderia gerar mortes no GP, além também de não ter nada de fair play - atitude ideal seja neste esporte ou em outro qualquer -. Mas o que me traz aqui é o posicionamento do Rubinho. Quão correto ele está ao recriminar a atitude de Piquet? Barrichello é um dos pilotos que na sua história precisou ceder posições em benefício também de um companheiro de equipe. Não vi nada comparado com a ação de provocar um acidente, mas profissional por profissional, ética por ética, e se o foco é manipulação de resultados como a FIA está alegando no momento, ao ceder posições pro Schumacher, Rubinho também entrou nesta roda de manipulação. Analisando friamente, o que muda é a gravidade, só isso, pois se considerarmos a ação em si, ele também errou, e todo mundo viu, em 2002, quando deixou Michael Schumacher ultrapassá-lo na linha de chegada.

Lendo a matéria que saiu na época, se vê manipulação semelhante, e até o próprio depoimento da Ferrari deixa claro o ocorrido:

O piloto brasileiro recebeu uma ordem da Ferrari para deixar Schumacher passar. A direção da Ferrari justificou a decisão com o argumento de que a prioridade da equipe é o campeonato de pilotos.

Antes podia e agora não? Algumas peças não se encaixam.

Por fim, segue o vídeo só pra vocês relembrarem o que a torcida brasileira precisou presenciar aquele dia. Foi lamentável!

No mais, eu gostaria de saber… Barrichello você merece estar no esporte?

Viviany

Antes podia e agora não
15 Set 2009

As estratégias e o público feminino

Atingir o público feminino não é algo tão difícil, concorda?
Toda hora surgem novos produtos, e muitos deles ao invés de serem apenas vistos como algo desejável, vão se tornando realmente necessidades de algumas mulheres; elas os transformam nessas necessidades.

Com os homens também ocorre algo parecido, o mercado é assim, e quem não sabe se controlar acaba endividado em função das muitas novidades que surgem a cada semana. Seja o foco no público feminino e suas dezenas de setores, como também no público masculino, através da divulgação de novas tecnologias, carros, cervejas, etc.

Mas, voltando à ideia central, vim falar da ação que O Boticário tem realizado na estratégia de atrair novos e velhos clientes, apresentar sua nova coleção de produtos, e claro, promover vendas.

Em Floripa, algumas lojas - Iguatemi e Beiramar – estão oferecendo um curso de auto-maquiagem, com duração de 2 horas, cuja inscrição é de R$ 80,00. Deste total, R$ 70,00 retornam ao cliente através da compra de produtos após o curso, e o restante - R$10,00 - fica na loja, fazendo com que a aula de um maquiador profissional custe apenas este valor. É brilhante sim, uma ‘bagatela’ como dizem, e ainda se trata da qualidade O Boticário.

Busquei mais notícias na internet, e vi que a faixa de preços e benefícios varia em outras cidades:
- Tatuapé/SP: R$ 40,00 – resgata o valor total em produtos.
- Porto Alegre/RS: R$ 70,00 – resgata o valor total em produtos.
- Natal/RN: R$ 180,00 – não resgata nada.

Como comentei antes, nada é à toa. De um lado está a cliente linda e feliz, e mesmo sem uma pesquisa de satisfação pra comprovar este posicionamento, é possível dizer que a ação adotada acaba valorizando as clientes ao ensiná-las diversos truques de maquiagem, através da orientação de um profissional, já que elas podem perguntar o que quiserem ali mesmo durante o curso, diferentemente de acompanhar qualquer dica publicada em revistas de beleza.

Do outro lado está a empresa, a geradora desta bela ação - dentro de uma estratégia maior -, que tem trazido nada mais nada menos do que um aumento no número das vendas. Isto pois, após todo o aprendizado oferecido no curso, surge então a ‘necessidade’ das clientes obterem todos, ou quase todos os produtos e acessórios que ainda não possuem, já que muita coisa é novidade, e é bem neste momento que lá se vão os muitos reais além daqueles R$ 70,00 de reembolso do ingresso.

Agora me diz, será que estas vendas aconteceriam se o tal curso não existisse?

Quer ação melhor?

Viviany

9 Set 2009

Geração Y é tema do Kommbo e Twestival dia 11 de setembro

Nos últimos meses Geração Y tem sido um tema bastante discutido em vários sites e blogs que eu tenho acompanhado: Você S/A, Administradores.com.br, Minha Carreira, etc. A geração dos anos 80 - considera-se a pós 70 também - chegou revolucionando alguns modelos estabelecidos nas empresas.

De forma breve, pelo pouco que eu conheço do assunto, pode-se dizer que se trata de uma geração acostumada a conseguir o que quer, e cresceu estimulada por variadas atividades, com acesso ao boom da tecnologia visto nos últimos anos, novas ideias, novos modelos a serem implementados, e a busca constante por aperfeiçoamento da carreira. Como nem tudo é simples, esse perfil acelerado e entusiasmado vem fazendo muitas empresas refletirem seus modelos de gestão - é, estão dando dor de cabeça mesmo -, já que se trata de uma geração que cobra por mudanças, e se vê livre pra escolher sobre os próximos passos da sua carreira, sem depender de decisões das empresas, como acontecia com as gerações anteriores. Sei que já existem materiais científicos publicados sobre esse assunto, mas ainda não li, então daqui uns dias eu volto escrevendo um post com dedicação exclusiva ao tema.

Como tudo é ‘(r)evolução’, e a tecnologia está aí pra comprovar, nesta edição do Kommbo, o palestrante Diego Remus, desenvolvedor consultivo de modelagem de processos para mídia social, abordará o tema “A Geração Y e as redes de negócios”. Na ocasião, Diego falará sobre o surgimento de novos formadores de opinião e empreendedores que a internet proporcionou, com novos padrões de comunicação, comportamento e negócios.

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Mais detalhes sobre o evento: Kommbo + Twestival

A segunda edição do Kommbo Express do ano e quinta desde que começou, em 2008, acontecerá paralelamente ao 2º Twestival, que será realizado em todo o mundo e também em Florianópolis, no dia 11 de setembro. O evento será promovido no Arte Chopp Chopperia e Bruschetteria, na Lagoa da Conceição (Florianópolis/SC). O Kommbo tem o objetivo de promover debates e encontros sobre o que há de mais novo em comunicação e mídias sociais. Já o Twestival é um evento mundial, realizado em diferentes países, que une adeptos do Twitter para, além de trocarem ideias pessoalmente, ainda auxiliarem uma entidade carente da região.

O Kommbo e Twestival Florianópolis vão acontecer em 11 de setembro como uma forma de celebrar a importância da paz, da caridade e da integração entre as pessoas, independente de suas culturas ou meios. Na data, que remete ao atentado terrorista às Torres Gêmeas, em Nova Iorque (EUA), Florianópolis reunirá profissionais da comunicação, tecnologia, blogueiros, twiteiros, orkuteiros, adeptos do Facebook, MySpace, dentre outras mídias sociais de Santa Catarina, todos com o propósito de celebrar a diversidade e ajudar a Casa de São José, instituição que auxilia crianças carentes da comunidade da Serrinha, em Florianópolis. A escolha da entidade a ser auxiliada foi dos próprios participantes, pelo twitter do festival, o @twestivalfln. O twitter do Kommbo é @kommbo.

As inscrições custam R$ 10,00 e podem ser realizadas no site http://kommbo.com.br e pago no local e dia do evento. Na ocasião, haverá sorteio de brindes e o som ficará por conta dos DJs Paulera, John e Manu W. O site do Twestival é http://florianopolis.twestival.com.

Viviany

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