‘Não tenha medo de começar’. Foi assim que o último palestrante, Guilherme Jacob – presidente da AKAKIA –, encerrou sua apresentação no FAD; evento promovido na quinta-feira (27/08) pela Aiesec Florianópolis.
O começar de um novo projeto é bastante desafiador, e muita gente teme justamente neste momento. É certo que ficar parado não resolve nada, e ser muito aventureiro também pode não dar muito certo, já que tudo exige preparo, estruturação, investimento, muitas horas sem dormir, pessoas confiáveis, e a inevitável paixão pelo negócio, se é que deseja pra ele uma boa longevidade.
Ao mostrar a possibilidade de transformar um sonho em um negócio real (espera-se que de sucesso), através de cada empreendedor que lança a sua ideia no mercado, o FAD trouxe a visão e a realidade de quatro profissionais que vivem diariamente com o desafio da estruturação e manutenção de um negócio, do apoio aos iniciantes através das incubadoras de tecnologia existentes em Florianópolis, e das possibilidades de apoio financeiro aos projetos que surgem a cada dia.
- Rui Luiz Gonçalves (Acate)
- José Eduardo Fiates (Sapiens Parque)
- Marcelo Cazado (Floripa Angels)
- Guilherme Jacob (Akakia)
O conteúdo foi muito bem abordado e faço aqui uma síntese das principais ideias apresentadas.
1. Coragem e Criatividade
José Eduardo Fiates, do Sapiens Parque, estruturou sua apresentação em três pontos principais:
- O que procuramos: Coragem e Criatividade. Coragem para superar o temor, e a Criatividade para fazer algo diferente.
- Por que escolhemos: O que eu vou ser quando crescer? O que se busca são projetos sólidos, que cresçam bem estruturados, tenham uma ideia original, e criem uma cultura de complementariedade. Por isso pode-se perguntar:
a – qual a geração de valor do negócio? (é preciso ter um foco)
b – como cumprir o propósito estabelecido? (é preciso buscar apoiadores, patrocinadores, conhecimento através de universidades, professores, consultores ou especialistas na área)
c – qual o modelo do negócio? (é o modelo focado em resultado, e que precisa ser estruturado através de um projeto, e controles futuros).
- Como apoiamos: Suporte ao que envolve o saber:
a – fazer gestão
b – buscar evolução constante do empreendedor (capacitação, comunicação e liderança)
c – ter um produto-chave
d – buscar formas de captação $$
e – fazer uso das tecnologias existentes (conhecer pra adaptar ao mercado).
4Cs do empreendedor: Conhecimento, Competência, Criatividade e Coragem.
2. Quem investe em ideias?
Para responder a pergunta: ‘Quem investe em ideias?’, o FAD trouxe Marcelo Cazado, Presidente da Floripa Angels.
Cazado faz menção sobre o ‘intra-empreendedor’, que se trata daquele profissional que possui características bem acentuadas de empreendedorismo, mas que atua numa organização que não é a sua. Com o tempo este tipo de profissonal percebe do que realmente gosta, porém não são todos que partem para o seu próprio negócio.
Apresenta ainda, em destaque, o papel do Investidor Anjo, que são aqueles executivos com ampla experiência, que aportam de capital próprio, entendem de gestão, possuem uma rede de contatos, e participam da sociedade e de novos desafios. Este tipo de investimento já existe em vários países, e só pra citar a importância deste tipo de apoio aos novos empreendedores, nos Estados Unidos eles são cerca de 550. Um dos benefícios? abatimento no Imposto de Renda.
Lembre-se do 10, 20, 30 ao apresentar (ppt) seu projeto a um investidor: 10 slides, 20 minutos e 30 (tamanho da fonte).
3. SER empreendedor
São inúmeras as orientações pra quem deseja iniciar um projeto/seu negócio de forma independente ou aliado a parceiros e investidores. Para isto, na palestra foram reforçadas algumas características e pontos importantes que devem sempre ser lembrados por um empreendedor:
- Adaptar-se às novas realidades de consumo;
- Carregar um ‘GPS’; observar o mundo;
- Transformar a ideia em algo concreto;
- Criar negócios dinamicamente;
- Elaborar um plano de negócio;
- Medir riscos;
- Buscar aliados;
- Saber criar e escolher estratégias;
- Ter paixão pelo negócio;
- Buscar cases e comparativos;
- Sempre se perguntar quem são seus concorrentes (seja ‘paranóico’ com a concorrência);
- Criar situações de desafios;
- Ser criativo;
- Buscar pessoas capazes e melhores! (não ter medo de contratar pessoas que saibam mais)
- Agir com ética;
- Melhorar o que está sendo feito e o que está acontecendo;
- Ser menos técnico e mais especialista em gente; e
por fim, não menos importante, verificar se o negócio tem trazido resultados positivos para a sociedade, afinal o empresariado através do conhecimento que detém, pode ser um grande agente de mudança para as pessoas e pra comunidade ao seu redor.
O empreendedor deve ter o constante exercício de pensar e observar muito as coisas ao seu redor; precisa pegar o problema do mundo e criar uma solução. (por Rui Luiz Gonçalves, presidente da Acate)
Acredito que depois desta infinidade de ‘dicas’ você já tem pontos básicos e de grande importância a serem observados ao iniciar o seu projeto; o seu plano de negócio.
Busque apoio, vá em frente e depois venha me contar.
Viviany


